Alex Ferreira
Terminou assim o movimento nacional dos caminhoneiros no Vale do Aço
Um a um, a partir do meio dia desta quarta-feira (30), os caminhoneiros saíram da fila de caminhões ao longo da avenida Pedro Linhares Gomes, trecho urbano da BR-381 em Ipatinga.
Inicialmente, um grupo concentrado no canteiro central, sob uma tenda, tentou resistir à desmobilização. A Polícia Militar, no entanto, assegurou a saída daqueles que não queriam permanecer na paralisação. Às 14h, a partida dos caminhões foi ininterrupta em meio a buzinaço, gritos e despedidas. Terminou assim o
movimento nacional dos caminhoneiros no Vale do Aço.
Alguns dos profissionais indignados lamentaram o enfraquecimento do apoio popular à mobilização e alertaram que a redução (de R$ 0,46 por litro) no preço do diesel, entre outros benefícios, atendeu apenas parcialmente às reivindicações e que agora a população será a maior prejudicada, pois a gasolina ficou com o preço intocável com novos aumentos agendados pela o futuro.
Amarildo Almeida, de 53 anos, trabalha como caminhoneiro há 28 anos e falou ao Diário do Aço sobre o que ficou após a paralisação. “Vejo como uma ação vitoriosa para os caminhoneiros, porque eles conseguiram parar o país. O caminhoneiro mostrou o seu valor. A população de Ipatinga apoiou 100% o movimento. O que mais desmotivou a nossa luta foi o pessoal ir para a fila do posto de combustível e começar a brigar por causa de um litro de gasolina. A partir daí, o governo pensou que nós não precisávamos de ajuda mais e o nosso movimento foi enfraquecendo. E a luta nossa vai continuar, porque a partir de agora, todo mundo percebeu que necessita do caminhoneiro. A roupa e a comida das pessoas chegam por um caminhão. Então vamos continuar trabalhando, porque parar de trabalhar também a gente não pode. A gente é brasileiro e brasileiro não desiste nunca”, concluiu.
André de Melo Ferreira, 34 anos, atua como caminhoneiro há 11 anos e avalia que o movimento foi derrotado pela população e não pelo governo. “Fomos derrotados pela população que nos traiu indo para posto de combustível. Então agora vão ter que aguentar a onda. A gasolina já vai subir amanhã. Agora queremos ver você pagar a conta. Se piorar de novo, vamos parar por nossas reivindicações. Não vamos mais olhar a população não, porque o povo não ficou do nosso lado como deveria. Foi contra nós. Então nosso recado é esse aí. A população foi covarde com os motoristas e quando acordar, não vai ter mais jeito, porque os cidadãos não querem parar o Brasil, quem para somos nós, caminhoneiros”, desabafou.
Alguns dos profissionais indignados lamentaram o enfraquecimento do apoio popular à mobilização
Joás Henrique Alves Ferreira, 36 anos, é profissional do volante há 6 anos e disse que saía da manifestação decepcionadíssimo. “Eu sou caminhoneiro e sou proprietário de caminhão. Percebi que o povo brasileiro se acovardou para esse governo corrupto, que mais uma vez saiu vitorioso. Eu estou com vergonha de ser brasileiro hoje. Nós, caminhoneiros, provamos que podemos mudar o país, mas a população virou as costas na reta final e agora a população vai pagar caro por isso, porque o governo não vai ter pena. Mas nós caminhoneiros saímos vitoriosos, provamos que somos diferenciados, que nós carregamos essa riqueza do Brasil e obrigado aqueles que nos apoiaram, doando alimentos e produtos”, pontuou.
Caminhoneiro há 13 anos, Cleidson Martins Soares, 41 anos, pensa que valeu a pena o movimento. “Nós permanecemos firmes e unidos com todos os amigos da estrada. Nós somos a força que parou o Brasil. Só que não tivemos um apoio da sociedade, de modo que viesse para rua e nos apoiasse no momento que nós estávamos aqui lutando, não somos para nós, mas para o povo. Agradecemos a sociedade que nos deu apoio com alimentação. Estamos decepcionados também com os comerciantes que não fecharam seu mercado para vir nos apoiar. Agora o governo vai aumentar o preço da gasolina.
O que os caminhoneiros conseguiram O governo propôs, no domingo (27) a redução de R$ 0,46 no litro do diesel por 60 dias. Depois desse prazo, caso haja reajuste, serão mensais. A gasolina e o etanol ficam fora da negociação. Também ficou acertado o estabelecimento de uma tabela mínima dos fretes e a isenção da cobrança de pedágio para eixo suspenso de caminhões vazios, em rodovias federais, estaduais e municipais, além da garantia de 30% dos fretes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para o transporte de grãos por autônomos. O governo estuda agora a origem do dinheiro público para ressarcir a Petrobras em estimados R$ 9,5 bilhões, relativos à desoneração do diesel.
[video24740" target="_blank"> https://www.diariodoaco.com.br/ler_noticia.php?id=59149&t=caminhoneiros-fecham-a-br-381-em-ipatinga" target="_blank">movimento nacional dos caminhoneiros no Vale do Aço.
Alguns dos profissionais indignados lamentaram o enfraquecimento do apoio popular à mobilização e alertaram que a redução (de R$ 0,46 por litro) no preço do diesel, entre outros benefícios, atendeu apenas parcialmente às reivindicações e que agora a população será a maior prejudicada, pois a gasolina ficou com o preço intocável com novos aumentos agendados pela o futuro.
Amarildo Almeida, de 53 anos, trabalha como caminhoneiro há 28 anos e falou ao Diário do Aço sobre o que ficou após a paralisação. “Vejo como uma ação vitoriosa para os caminhoneiros, porque eles conseguiram parar o país. O caminhoneiro mostrou o seu valor. A população de Ipatinga apoiou 100% o movimento. O que mais desmotivou a nossa luta foi o pessoal ir para a fila do posto de combustível e começar a brigar por causa de um litro de gasolina. A partir daí, o governo pensou que nós não precisávamos de ajuda mais e o nosso movimento foi enfraquecendo. E a luta nossa vai continuar, porque a partir de agora, todo mundo percebeu que necessita do caminhoneiro. A roupa e a comida das pessoas chegam por um caminhão. Então vamos continuar trabalhando, porque parar de trabalhar também a gente não pode. A gente é brasileiro e brasileiro não desiste nunca”, concluiu.
André de Melo Ferreira, 34 anos, atua como caminhoneiro há 11 anos e avalia que o movimento foi derrotado pela população e não pelo governo. “Fomos derrotados pela população que nos traiu indo para posto de combustível. Então agora vão ter que aguentar a onda. A gasolina já vai subir amanhã. Agora queremos ver você pagar a conta. Se piorar de novo, vamos parar por nossas reivindicações. Não vamos mais olhar a população não, porque o povo não ficou do nosso lado como deveria. Foi contra nós. Então nosso recado é esse aí. A população foi covarde com os motoristas e quando acordar, não vai ter mais jeito, porque os cidadãos não querem parar o Brasil, quem para somos nós, caminhoneiros”, desabafou.
Alguns dos profissionais indignados lamentaram o enfraquecimento do apoio popular à mobilização
Joás Henrique Alves Ferreira, 36 anos, é profissional do volante há 6 anos e disse que saía da manifestação decepcionadíssimo. “Eu sou caminhoneiro e sou proprietário de caminhão. Percebi que o povo brasileiro se acovardou para esse governo corrupto, que mais uma vez saiu vitorioso. Eu estou com vergonha de ser brasileiro hoje. Nós, caminhoneiros, provamos que podemos mudar o país, mas a população virou as costas na reta final e agora a população vai pagar caro por isso, porque o governo não vai ter pena. Mas nós caminhoneiros saímos vitoriosos, provamos que somos diferenciados, que nós carregamos essa riqueza do Brasil e obrigado aqueles que nos apoiaram, doando alimentos e produtos”, pontuou.
Caminhoneiro há 13 anos, Cleidson Martins Soares, 41 anos, pensa que valeu a pena o movimento. “Nós permanecemos firmes e unidos com todos os amigos da estrada. Nós somos a força que parou o Brasil. Só que não tivemos um apoio da sociedade, de modo que viesse para rua e nos apoiasse no momento que nós estávamos aqui lutando, não somos para nós, mas para o povo. Agradecemos a sociedade que nos deu apoio com alimentação. Estamos decepcionados também com os comerciantes que não fecharam seu mercado para vir nos apoiar. Agora o governo vai aumentar o preço da gasolina.
O que os caminhoneiros conseguiram O governo propôs, no domingo (27) a redução de R$ 0,46 no litro do diesel por 60 dias. Depois desse prazo, caso haja reajuste, serão mensais. A gasolina e o etanol ficam fora da negociação. Também ficou acertado o estabelecimento de uma tabela mínima dos fretes e a isenção da cobrança de pedágio para eixo suspenso de caminhões vazios, em rodovias federais, estaduais e municipais, além da garantia de 30% dos fretes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para o transporte de grãos por autônomos. O governo estuda agora a origem do dinheiro público para ressarcir a Petrobras em estimados R$ 9,5 bilhões, relativos à desoneração do diesel.
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