23 de junho, de 2016 | 18:00
Situação da BR-381 é debatida em audiência
Movimento Nova 381 apresentou toda a situação da estrada
IPATINGA Durante audiência pública conjunta das Comissões de Transporte, Comunicação e Obras Públicas e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a situação das obras da BR-381 foi debatidas pelos deputados.
Presente ao evento, o coordenador do Movimento Nova 381 e presidente da Fiemg Regional, Luciano Araújo, disse ter saído do encontro com a expectativa de que seja feita uma suplementação de verba para as obras. A audiência ocorreu no dia 21 de junho.
O imbróglio envolvendo a duplicação da BR-381 é antigo. Entre os fatos mais recentes, no mês de maio, foi divulgada a informação de que, por falta de dinheiro, as obras em diversas rodovias do país seriam interrompidas. Isso após uma reunião do colegiado do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), onde teria sido determinada a paralisação de 61 obras.
Sobre a audiência, Luciano Araújo avaliou como um momento extremamente importante, onde foi debatido e mostrado para a comunidade política a importância de montar uma bancada mineira no Congresso, para trabalhar por essa obra.
Saímos de lá ontem com a convicção e com o dever de casa que a bancada mineira e deputados estaduais, estarão juntos, trazendo sua bancada federal para preparar uma agenda junto ao Ministério dos Transportes e com o presidente Michel Temer, para conseguirmos fazer uma suplementação de verba para as obras”, destacou Luciano.
Ele recorda que o orçamento de R$ 135 milhões foi cortado para R$ 65 milhões, desde então, o Movimento Nova 381 apresentou toda a situação da estrada, propostas e a quantia que seria necessária até 2018.
Isso para ser concluído o viaduto do lote 7 (entroncamento MG-435 (Caeté), mais os 20 km de terraplanagem também do lote 7, e outros 5 km que faltam de terraplanagem e asfalto, além do lote 3.1 (entroncamento MG-320 (Jaguaraçu) Ribeirão Prainha) para ligação dos túneis”, frisou.
O coordenador disse que tudo isso foi mapeado e a propostas foram apresentas aos deputados. A intenção é que essa bancada vá ao Dnit e Ministério dos Transportes conseguir os recursos para concluir o processo da obra.
Andamento
Luciano Araújo destaca que a obra da BR-381 não parou, mas hoje é preciso pensar nela por trechos, onde cada um apresenta uma realidade. No lote 7, que é nosso grande foco, o viaduto teria parado há duas semanas porque dependia de liberar uma licença ambiental. Obtivemos a liminar para continuar a obra. Passei por lá domingo de carro e se vê vigas para fazer uma ponte. Estamos trabalhando para que não deixe parar essa obra de forma nenhuma”, assegurou.
Ele acrescenta que as pessoas estão céticas sobre a obra, mas ela nunca esteve como hoje. Já foram investidos mais de R$ 300 milhões.
Lotes 1 e 2
Questionado sobrea a situação dos lotes 1 e 2 (Governador Valadares a Jaguaraçu/Marliéria), Luciano aponta que está bastante complexa. O Movimento conseguiu junto à Justiça Federal um acordo de R$ 24 milhões, divididos em três parcelas, para que o Consórcio Isolux-Corsán-Engevix conclua pelo menos a etapa que estava fazendo de recapeamento, drenagem e fresagem da pista. Entretanto, nem isso está ocorrendo como previsto. A Isolux está em recuperação judicial desde 18 de janeiro e dia 22 de junho saiu a primeira multa para eles, que é R$ 15 milhões e cinco anos proibidos de contratar com órgão público no Brasil”, relatou.
Sobre os lotes em questão, ele disse não ver solução para a continuidade desse trecho, da forma como está. É necessário que, de repente, se rescinda logo esses contratos para contratar novas empresas. Já sobre os lotes 7 e 3.1, a ideia é trabalhar com conclusão no ano de 2018”, concluiu.
Já foi publicado sobre o assunto:
Sem dinheiro, Dnit pode parar obras, incluindo as da BR-381 - 06/05/2016
Justiça federal determina retomada de obras na BR-381 - 06/01/2016
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