04 de março, de 2016 | 17:04

Metalúrgicos entram com ação contra Sindipa

Comissão quer votar proposta da Usiminas, referente ao Acordo Coletivo


IPATINGA – Uma comissão de empregados da Usiminas foi à Justiça do Trabalho, em Coronel Fabriciano, em busca de uma solução para o Acordo Coletivo. No dia 1º/03, o grupo entrou com uma ação contra o Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Ipatinga (Sindipa), tendo em vista a recusa ao requerimento protocolado no sindicato no mês de fevereiro, quando um abaixo-assinado foi levado pela comissão, pedindo a apreciação dos termos propostos pela empresa.


O grupo afirma que o requerimento foi baseado na Constituição Federal e também no estatuto do Sindipa. “Conseguimos colher assinaturas para que a categoria possa apreciar a proposta, mas nosso pedido foi negado. Desrespeitaram a lei e nosso desejo é votar (a proposta da empresa)”, pontuam.

O presidente do Sindipa, Hélio Madalena Pinto, disse que o sindicato ainda não foi notificado sobre a ação. Ele acrescenta que desconhece qualquer comissão que represente os trabalhadores, uma vez que esse trabalho cabe ao Sindipa. Hélio Madalena pontua que, geralmente, a Usiminas obriga os trabalhadores a se manifestarem pela empresa, o que é feito por meio de comissões com essa.

“Entregaram realmente um abaixo-assinado, mas temos provas de que os trabalhadores foram obrigados a participar. Estamos abertos ao diálogo, recebemos eles muito bem no dia em que protocolaram o documento. Mas sabemos que alguns têm o nome nesse papel para não perder o emprego”, afirma.

Entenda
No mês de fevereiro, uma comissão de trabalhadores da Usiminas se reuniu nas portarias da empresa para colher assinaturas, por meio de abaixo-assinado dos empregados, efetivamente sindicalizados de Usiminas, Unigal e Usiroll. Os empregados querem que o Sindicato dos Trabalhadores coloque em apreciação a proposta apresentada pela empresa, pois afirmam que o direito de aceitar ou recusar a proposta pertence aos metalúrgicos.

Além das assinaturas, também foi solicitado aos trabalhadores sindicalizados que expressassem, por meio de uma votação secreta, se eram a favor ou contra o sindicato realizar uma Assembleia Extraordinária, a fim de colocar em votação a proposta apresentada pela empresa.

Na última reunião entre Usiminas e sindicato, foi apresentada proposta que contempla os seguintes itens: pagamento de abono de R$ 4.000 (sendo R$ 2.500 pagos cinco dias após a assinatura do acordo, R$ 500 pagos em março e R$ 1.000 em maio de 2016); garantia de emprego ou salário para 98,4% dos empregados conforme apuração mensal de efetivo até a vigência do Acordo; manutenção do pagamento de 20 dias extras de salário a título de retorno de férias; além da manutenção de todas as cláusulas sociais vigentes no acordo anterior. Esta foi a quinta proposta apresentada pela companhia.

Dissídio
Após diversas reuniões sem acordo entre Usiminas e o sindicato, a Campanha Salarial irá para a Justiça. O sindicato entrou com pedido de dissídio coletivo contra a empresa, instaurado no fim de fevereiro. Agora, a situação será debatida no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Belo Horizonte. A primeira reunião está agendada para o dia 8 de março.


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