18 de novembro, de 2015 | 10:35
Cabo PM no banco dos réus
Policial militar de Ipatinga é julgado por homicídio e quatro tentativas
DA REDAÇÃO O cabo da Polícia Militar, Wagner Anacleto Silva, conhecido como Foguinho, está hoje no banco dos réus na Comarca de Ipatinga. Ele é julgado na acusação de autoria de homicídio de Tayrone Vildes Gomes, 18 anos, ocorrido em 11 de março de 2015 e tentativa de homicídio de outras quatro pessoas, entre elas, outro jovem que chegou a ser atingido pelos tiros, mas sobreviveu. Os outros ficaram na linha de tiro, mas não foram atingidos. Esse crime foi registrado na rua Begônia, bairro Esperança. O julgamento entra noite adentro, sem previsão de encerramento.
O inquérito que indiciou o cabo PM pelos crimes contra a vida foi concluído pela Delegacia Especializada em Investigação de Homicídios de Ipatinga, sob responsabilidade do delegado da PC, Eduardo Vinícius, primeiro a depor na abertura do julgamento no começo da manhã dessa quarta-feira (18/11).
A sessão do Júri é presidida pelo juiz Luiz Flávio Ferreira. Os advogados criminalistas Jayme Queiroz Resende e Rita de Cássia atuam na defesa do réu. Para o julgamento, o Ministério Público designou o promotor de Justiça, Hélio Pedro Soares, de Teófilo Otoni.
A sala do Júri Vito Gaggiato, no Fórum Valéria Vieira Alves está lotada, principalmente de policiais militares, que foram acompanhar o julgamento do colega, além de familiares da vítima e dos sobreviventes do atentado, conforme mostram as imagens abaixo, do Portal Diário do Aço.
O cabo PM foi preso em flagrante delito pelo homicídio qualificado de Tayrony e pelas tentativas de homicídio qualificado do sobrevivente Jhon Lenon da Silva e outros três jovens que estavam no local do crime. Wagner Anacleto, que estava de folga no momento do delito, negou a autoria do crime.
A Delegacia de Homicídios apresentou provas que o investigado esteve no local do crime no dia onze de abril, levando uma amiga que reside nas proximidades.
Os depoimentos das vítimas - algumas delas com diversas passagens pela polícia indicaram que o cabo PM não gostou de ver os jovens reunidos no local e os intimidou. Ele foi embora, mas voltou em uma motocicleta e efetuou vários disparos de arma de fogo que mataram Tayrone e feriram Jhon Lenon.
Ainda no dia do assassinato, a então delegada regional da PC, Irene Franco entrou em contato com o comandante do 14º Batalhão da PM, tenente-coronel Gregório de Lara Resende e o informou que um de seus policiais figurava como suspeito do crime. No mesmo dia, conforme o comando da PM respondeu ao Diário do Aço, o cabo suspeito foi detido e preso no 14º. Depois, foi encaminhado à delegacia da PC, onde foi ouvido pelo delegado de plantão, Augusto Drumond, que concluiu haver indícios suficientes para a autuação do militar.
Como o crime foi cometido em momento de folga do cabo PM, ele responde na Justiça Comum. Mas isso não o livra de outro processo. Caberá à PM um processo interno para definir o futuro do policial.
Veja o resultado de outros julgamentos esse mês na 1ª Vara Criminal:
Tribunal do Júri condena réus em Ipatinga - 16/11/2015
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