23 de maio, de 2022 | 15:40
Coronel Fabriciano sedia seminário promovido pelo Ministério da Saúde
Divulgação
O evento reuniu cerca de 80 municípios das macrorregiões de saúde do Leste de Minas Gerais e do Vale do Aço
O município de Coronel Fabriciano sediou, nesta segunda-feira (23), seminário promovido pelo Ministério da Saúde para garantir um espaço institucional de debate construtivo entre as três esferas que fazem a gestão da Atenção Primária em Saúde (APS). O objetivo é a qualificação dos processos de trabalho da APS a partir da melhoria dos indicadores de desempenho do Programa Previne Brasil, informou a administração fabricianense.
O evento reuniu cerca de 80 municípios das macrorregiões de saúde do Leste de Minas Gerais e do Vale do AçoRepresentantes do Ministério da Saúde, em Brasília; do Governo de Minas e de cerca de 80 cidades das regiões Leste e Vale do Aço participaram do encontro. O coordenador Geral de Monitoramento e Avaliação da Atenção Primária da Secretaria de Atenção Primária do Ministério da Saúde, Paulo Sellera, explicou que a intenção do governo é aproximar as áreas técnicas do Ministério da Saúde dos gestores municipais, que são os executores do SUS nos territórios.
Em 2019, o Governo Federal criou o Previne Brasil, alterando as regras de financiamento da Atenção Primária. Mas com a entrada da pandemia, o governo prorrogou o prazo de pagamento do componente de desempenho e passou a exigir de forma gradual o cumprimento das metas dos indicadores.
Em Coronel Fabriciano, os dados foram apresentados durante o seminário. Segundo o secretário de Governança da Saúde, Ricardo Cacau, os técnicos da área de saúde do município já estão em aprimoramento constante para executar as metas estabelecidas. A gente viu necessidade de aprimorar, então nada melhor do que essa oportunidade de trazer o Ministério da Saúde até aqui. Estamos ouvindo o ministério e trocando experiências com os municípios”, disse.
Integrante da mesa, o prefeito da cidade e presidente eleito da Associação Mineira de Municípios (AMM), Marcos Vinicius, agradeceu o reconhecimento do Ministério ao município e destacou que a qualificação agora é indispensável para que não haja prejuízo às políticas públicas de saúde. A remuneração de acordo com a produção não é muito justa porque ela não leva em conta a estrutura implantada, o custo real para realização do serviço e paga somente pelo procedimento. A conta é alta e infelizmente são os municípios que pagam”, disse.
Segundo o prefeito, os municípios terão que fazer um grande esforço para treinarem suas equipes para que saibam lidar com os números impactados pelas novas normas.
O presidente do Conselho dos Secretários Municipais de Saúde de Minas Gerais (COSEMS-MG), Eduardo Luiz da Silva informou que a instituição vem intensificando os debates com os gestores municipais e espera parceria com o Governo Federal. É fundamental discutir essas políticas porque é nos municípios que a saúde acontece. Os municípios precisam ser ouvidos”, disse.
Mudanças
Antes do Previne Brasil, o financiamento da Atenção Primária era composto pelo Piso de Atenção Básica. O valor fixo era calculado com base na população per capita. Agora, os indicadores por serviço é que vão ditar as regras, impulsionados por ações estratégicas, como os programas de Pré-natal, Saúde da Mulher, Saúde da Criança e Condições Crônicas.
O novo modelo de financiamento segue quatro critérios básicos: captação ponderada, pagamento por desempenho, incentivo para ações estratégicas e, por último, Incentivo financeiro com base em critério populacional. Nesse aspecto, é importante a atualização cadastral dos moradores e a implementação dos programas de atenção primária.
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