28 de janeiro, de 2021 | 09:00
Diretores defendem o retorno das aulas de forma gradativa e com segurança em Ipatinga
Divulgação
Em coletiva no dia 25, o prefeito anunciou a retomada das aulas para o dia 22 de fevereiro, de forma híbrida
Em coletiva no dia 25, o prefeito anunciou a retomada das aulas para o dia 22 de fevereiro, de forma híbridaEm ofício destinado ao secretário Municipal de Educação de Ipatinga, Sérgio Mendes, o Colegiado de Diretores da Rede Municipal de Ensino manifestou desapontamento mediante o pronunciamento do prefeito Gustavo Nunes (PSL) sobre votação em que 99% dos diretores teriam definido pela desvinculação ao programa Minas Consciente e pelo retorno das aulas semipresenciais ou em qualquer outro formato. O documento é datado do dia 25 de janeiro. Em entrevista coletiva no mesmo dia 25, o prefeito anunciou a retomada das aulas para o dia 22 de fevereiro, de forma híbrida.
Conforme o colegiado não é verdadeira a informação de que existiu uma votação onde a maioria teria optado por sair do programa. Não coube a nós também a decisão do retorno das aulas. Sabemos da nossa responsabilidade e em momento algum nos furtamos dela. Estamos à disposição desta Secretaria e de toda comunidade para o que se fizer necessário, no intuito de consolidar o retorno das aulas de forma gradativa, consciente e com segurança para nossos alunos e servidores”, aponta o texto.
O colegiado solicita ainda que o secretário e o prefeito esclareçam junto aos munícipes esta situação, trazendo a verdade dos fatos sobre o posicionamento deste colegiado. Construir um caminho seguro e com diálogo é de fundamental importância para o sucesso das nossas ações”, conclui o ofício.
Decisão do governo
Em nota, a Prefeitura de Ipatinga esclareceu e reafirmou que a responsabilidade e decisão de adotar, neste momento, o sistema de aulas semipresenciais nas escolas é exclusivamente do governo municipal, não competindo aos diretores ou profissionais da Educação tal prerrogativa.
Muito embora o governo preze por manter o diálogo e respeito à categoria para seguir de forma assertiva. A decisão do governo de sair do Minas Consciente, conforme já explicado, é por entender que Ipatinga tem suas particularidades e equipe capaz de direcionar as melhores ações no combate à pandemia. Quanto à volta às aulas, a definição se deu por entender, diante do cenário, em especial no contexto de aprendizado, que o melhor para nossos alunos é retornar às escolas, onde serão devidamente acompanhados, recebendo todo suporte quanto à aprendizagem e cuidados na prevenção da covid-19. Visando oferecer todo suporte e segurança ao processo, a Secretaria Municipal de Educação está adequando as escolas de acordo com os protocolos sanitários e preparando os profissionais a retomarem as atividades a partir do dia 3 de fevereiro. Também serão disponibilizados chromebooks aos professores, por meio de cessão de uso, visando auxiliar e aprimorar os trabalhos da categoria e da equipe diretiva. Outra ação do Executivo é a convocação dos profissionais aprovados no último concurso público do município, em substituição às vagas em aberto e como medida de fortalecimento da categoria. Esclarecemos que tanto os alunos quanto os profissionais que se enquadram no grupo de risco serão mantidos em aulas remotas e home office, respectivamente. Assim como os alunos cujos pais decidam por não enviar os filhos às aulas presenciais. Na busca por seguir o mesmo direcionamento, escolas públicas e privadas cumprirão o mesmo calendário escolar estipulado no Plano de Retorno às Aulas e que será publicado nos próximos dias”, comunicou.
Parlamentares querem retorno seguro
Em sessão ordinária realizada na tarde de terça-feira (26), vereadores de Ipatinga ligados à educação manifestaram sobre o retorno presencial às aulas. Ney Ribeiro (PTC) destacou que é favorável, mas como responsabilidade e critérios que permitam assegurar aos munícipes toda a segurança possível.
Por sua vez, a vereadora Cida Lima (PT) chamou atenção para a necessidade de que Ipatinga tenha um plano de vacinação e que todos sejam imunizados. Solicitamos vacina para todos, mas dada a necessidade de parte da população de retorno das aulas, é necessário que tenhamos antes um plano e que os profissionais de educação estejam nele. Precisamos ter parâmetros mínimos em nossa cidade”, ponderou.
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Gustavo Nunes explica saída do Minas Consciente
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Rair Anício Júnior
28 de janeiro, 2021 | 09:56Diretores e alguns poucos funcionários podem se dar ao luxo de manterem suas atividades adotando o distanciamento social, já alunos, professores e outros profissionais não conseguirão ter essa mesma medida, ou seja, estarão servindo de cobaias, agora é que estamos tendo o pior momento dessa terrível pandemia não podemos contar coma sorte, devemos ser responsáveis uns pelos outros, estamos na fase inicial da vacinação e o percentual da população vacinada é baixíssima, quem ama cuida, então que continuemos ao mesmo estilo de 2020, por ora aulas remotas, vacinas para todos já!
#SemVacinasSemAulasPresenciais”
Gemavi
28 de janeiro, 2021 | 09:48Diretores são empregados do prefeito, nada mais natural deles apoiarem a medida do prefeito, pois são "forçados" a aceitarem o que vem de cima e "forçar" os professores a aceitarem, pois estão abaixo deles. Simples assim!!!!.
Não adianta dizer que as escolas estão preparadas por que não estão. No dia-a-dia falta o básico para nossos estudantes, a prefeitura já está há três anos que não distribui uniformes para seus alunos (este é só um exemplo), forçando a população a comprar nos comércios da cidade. Já estou imaginando campanha de diretores, ou seja, de coordenadores e supervisores, pois nessas horas os diretores não aparecem, fazendo campanha para os alunos levarem álcool de casa para as escolas.”
Jorge
28 de janeiro, 2021 | 09:16Se os professores não quiserem voltar as salas de aulas de maneira presencial ,não precisam de receber pagamento também.”