Operação Chihuahua combate o contrabando de migrantes

Organização criminosa milionária é apontada como responsável pelo envio ilegal de mais de 270 brasileiros aos Estados Unidos entre 2019 e 2024

06/11/2026 às 08:14

Divulgação
Investigação aponta que organização criminosa teria transacionado cerca de R$ 270 milhões, dos quais, R$ 12 milhões originários do contrabando de migrantes para os EUA

Policiais da Delegacia da Polícia Federal de Ipatinga deflagraram nesta sexta-feira (6), a Operação Chihuahua para combater o contrabando de migrantes. A ação cumpriu, desde as primeiras horas da manhã, 14 mandados de busca e apreensão na cidade de Central de Minas, cidade do Vale do Rio Doce, a 195 quilômetros de Ipatinga.

Nas investigações, a PF identificou que o principal suspeito organizava toda a logística das viagens, desde a saída do Brasil, por via aérea, até a entrada irregular nos Estados Unidos.

O ingresso em trajeto território estadunidense ocorria pelo México. “A associação criminosa é apontada como responsável pelo envio ilegal de mais de 270 brasileiros aos Estados Unidos entre 2021 e 2024”, informa nota divulgada pela PF.

A investigação aponta que o principal suspeito teria montado, com seu irmão e braço-direito, além de outros sete investigados, uma complexa estrutura para fazer o ocultamento patrimonial da organização criminosa.

“O grupo operava sete empresas responsáveis pela movimentação de alto volume financeiro. Durante o período analisado pela PF, o conglomerado empresarial teria transacionado cerca de 270 milhões de reais, sendo que quase 12 milhões de reais seriam originários do contrabando de migrantes. A PF estima que cada migrante teria pago aos investigados cerca de 20 mil dólares pela promessa de emigração”, detalha.

A PF fez análises, após decisões judiciais, com o objetivo de rastrear a movimentação de recursos e identificar possíveis mecanismos de ocultação e dissimulação de valores de origem ilícita. No âmbito das medidas cautelares autorizadas pela Justiça, foi deferida a expedição de mandados de busca e apreensão de veículos vinculados aos investigados, com o objetivo de assegurar a efetividade das medidas de constrição patrimonial determinadas judicialmente. A investigação também apontou o uso de empresas de fachada e mecanismos de lavagem de dinheiro para ocultar e dissimular a origem ilícita dos valores.

Com a deflagração da Operação, as equipes policiais trabalham para efetivar o cumprimento de 16 mandados de busca e apreensão arrecadatórios de veículos que são objeto de sequestro judicial. A Justiça também autorizou o bloqueio de até R$ 27 milhões vinculados à associação criminosa. (Com informações da Comunicação Social da Polícia Federal em Minas Gerais)

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