Justiça Eleitoral determina depoimento de Zema sobre celulares em cabine de votação

22/10/2026 às 17:19

Divulgação
Romeu Zema deve dar explicações à Polícia Civil sobre atitude no dia da eleição

A Justiça Eleitoral determinou que o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e os mesários de sua seção eleitoral prestem depoimento à Polícia Civil sobre o uso de celulares na cabine de votação durante o primeiro turno das eleições de 2026. A decisão é da 17ª Zona Eleitoral de Araxá, onde imagens flagraram Zema com dois aparelhos na cabine da Escola Estadual Delfim Moreira em Araxá, no Triângulo Mineiro.

Os mesários que estavam na seção deverão esclarecer se houve fiscalização, abordagem ou advertência ao eleitor. Também terão de informar se houve registro da tela e se a câmera de algum aparelho estava ativada. Candidato à Presidência da República, Zema recebeu 0,27% dos votos.

A legislação eleitoral proíbe a entrada, na cabine de votação, de celulares capazes de registrar imagens, áudio ou vídeo. A medida busca preservar o sigilo do voto, garantido pela Constituição Federal. Os aparelhos devem ser desligados e entregues aos mesários, junto aos demais objetos abrangidos pela regra, antes de o eleitor se dirigir à urna eletrônica. A proibição também vale para celulares desligados.

Ao deixar a seção eleitoral, Zema foi questionado sobre o episódio e afirmou que ninguém o alertou sobre a restrição. “Ando com o celular o dia inteiro, quase como se fosse um dedo. Mas não afetou em nada meu voto, a minha forma de votar. Não fotografei nada, não fiz nada com o celular ali, fui só votar mesmo. Eu tinha a colinha no papel. Se tivessem me alertado, eu teria entregado na hora”, declarou a jornalistas.

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