18 de outubro, de 2022 | 14:44

Administração de Santana do Paraíso recupera áreas ocupadas ilegalmente

A maioria das ocupações ilegais trata-se de moradias

Divulgação
Áreas eram ocupadas ilegalmente na rua Carlos Gomes, no bairro Cidade NovaÁreas eram ocupadas ilegalmente na rua Carlos Gomes, no bairro Cidade Nova

Por meio de decisão foi tomada em audiência de conciliação entre as partes, a administração municipal de Santana do Paraíso conseguiu a reintegração de duas áreas ocupadas ilegalmente na rua Carlos Gomes, no bairro Cidade Nova, conforme divulgado pelo Executivo.

“Nesta área recuperada funcionou de forma clandestina e sem pagar impostos uma fábrica de lajes dentro de um patrimônio que é público, o que é um verdadeiro absurdo. Práticas assim impedem o desenvolvimento do bairro, tendo em vista que a prefeitura não pode dar andamento a uma obra nessas áreas ocupadas”, afirmou o prefeito Bruno Morato (Avante).

A maioria das ocupações ilegais trata-se de moradias. O processo judicial ainda está em tramitação. O próximo passo, segundo a administração municipal, é fazer um levantamento das famílias que estão nessas áreas para que a Secretaria de Assistência Social possa encaminhá-las a algum programa social municipal ou estadual.

“Não tem uma previsão exata, a gente está usando todas as formas de direito, também respeitando o direito da dignidade da pessoa humana. Entretanto, para prosseguirmos com as nossas políticas públicas, a gente necessita reintegrar a posse de fato dessas áreas invadidas”, destacou o procurador-geral Felipe Andrade de Oliveira.

Entenda
Desde o início de 2021, o Executivo trabalha para construir uma praça pública na rua Carlos Gomes, contudo, encara um entrave: as invasões. Além de infringir o Código de Posturas do município, Lei n° 177/99, que proíbe a ocupação de áreas públicas, a equipe do Departamento de Meio Ambiente constatou a invasão de Área de Preservação Permanente (APP), tendo em vista que nas proximidades há um córrego.

Conforme o prefeito, a administração já possui recursos disponíveis para a construção da praça, por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), e, inclusive, o projeto da área já está concluído. “Nós temos que mudar essa cultura no Brasil do que aquilo que é público não é de ninguém, é ao contrário, o que é público é de todo mundo e queremos devolver essa área para a população”, finalizou Morato.
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