21 de julho, de 2026 | 12:00
Contas de Cecília Ferramenta são aprovadas por unanimidade pela Câmara de Ipatinga
Divulgação
Com a aprovação das contas pela Câmara, encerra-se a análise política do exercício de 2014, último ano da gestão de Cecília Ferramenta
Com a aprovação das contas pela Câmara, encerra-se a análise política do exercício de 2014, último ano da gestão de Cecília FerramentaA Câmara de Ipatinga aprovou por unanimidade, em sessão na segunda-feira (20), as contas da ex-prefeita Cecília Ferramenta referentes ao exercício financeiro de 2014, último ano de sua gestão que ainda aguardava julgamento pelo Legislativo. Os 16 vereadores presentes seguiram o parecer da Comissão de Finanças, Orçamento e Tomada de Contas, fundamentado na decisão do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), que recomendou a aprovação.
Com a decisão, todas as prestações de contas da administração de Cecília Ferramenta (2013 a 2016) passam a ter aprovação definitiva. O TCE-MG reformou integralmente parecer anterior ao considerar irrelevante, sob a ótica do interesse público, a única irregularidade apontada: créditos suplementares equivalentes a apenas 0,03% da despesa fixada para o exercício. O Ministério Público de Contas também opinou pela aprovação.
Presente à sessão, Cecília afirmou receber a decisão "com serenidade e profundo sentimento de justiça", destacando que o resultado reconhece uma gestão pautada pela honestidade, responsabilidade e respeito aos recursos públicos. Segundo ela, a aprovação de todas as contas do mandato representa o reconhecimento de uma administração comprometida com a legalidade, a transparência e o interesse público.
Técnica
A análise técnica do TCE-MG concluiu que a gestão cumpriu os principais limites constitucionais e legais. Na educação, foram aplicados 25,30% das receitas vinculadas, acima do mínimo de 25%. Na saúde, o investimento alcançou 21,79%, superando o mínimo constitucional de 15%. As despesas com pessoal também permaneceram abaixo dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal, assim como os repasses à Câmara Municipal.
Cecília ressaltou que o exercício de 2014 coincidiu com o início de uma grave crise econômico-fiscal no país, que reduziu receitas e a capacidade de investimento dos municípios. Com a aprovação das contas pela Câmara, encerra-se a análise política do exercício de 2014 e consolida-se a aprovação de toda a sua gestão à frente da Prefeitura de Ipatinga entre 2013 e 2016. Segundo especialistas em Direito Financeiro e Administração Pública, a decisão reforça o reconhecimento institucional de que a administração observou os princípios da legalidade, da responsabilidade fiscal e da boa gestão pública.
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