21 de julho, de 2026 | 07:00

Férias escolares exigem atenção redobrada com a segurança das crianças

Arquivo Pessoal
A psicóloga Poliana da Silva orienta sobre cuidados na escolha de responsáveis e como agir em situações de riscoA psicóloga Poliana da Silva orienta sobre cuidados na escolha de responsáveis e como agir em situações de risco
Por Silvia Miranda
As férias escolares já começaram e, além de representarem um período de descanso, lazer, passeios e brincadeiras, também exigem atenção redobrada de pais e responsáveis, especialmente daqueles que estarão trabalhando e não poderão acompanhar de perto a rotina dos filhos.

Em passeios, viagens, parques, colônias de férias ou na casa de familiares, a falta de planejamento e supervisão pode aumentar a exposição a acidentes, abuso e violência física e psicológica.

A psicóloga Poliana da Silva, que atende em Ipaba, explica que a prevenção deve começar dentro de casa, com orientações compatíveis com a faixa etária. Segundo ela, explicar os riscos e ensinar como agir em diferentes situações é mais eficaz do que apenas impor proibições.

“Sempre que a criança for passar um período fora de casa, seja em um passeio ou aos cuidados de outra pessoa, é importante que os pais conheçam o local, saibam quem estará presente e quem será o responsável por ela. Deixe sempre uma pessoa de referência, alguém a quem a criança possa procurar caso precise de amparo. O celular também pode ser usado como um recurso para pedir ajuda”, orienta.

Referência


Em locais com grande circulação de pessoas, como parques e atrações turísticas, alguns cuidados podem contribuir para a segurança. A especialista recomenda ensinar às crianças informações de referência como nome completo, nome dos responsáveis, endereço e, quando possível, um telefone para contato em caso de emergência.

Ao chegar a um ambiente desconhecido, os responsáveis devem apresentar o espaço à criança, combinar um ponto de encontro caso alguém se perca e indicar quem pode ajudá-la, como funcionários identificados ou profissionais da segurança. Outra recomendação é vestir roupas de cores vivas para facilitar a localização.

“Sempre prezar pela orientação preventiva e não apenas dizer: 'não se afaste' ou 'é perigoso'. As dicas podem ser treinadas de forma tranquila em casa, por meio de conversas e brincadeiras, para que a criança saiba como agir sem entrar em pânico”, pontua Poliana da Silva.

Critérios


Como as férias escolares nem sempre coincidem com as férias do trabalho, a escolha do local onde crianças e adolescentes permanecerão durante o dia deve ser feita com antecedência e critérios.

Se a opção for uma colônia de férias ou espaço de recreação, é importante verificar a estrutura oferecida, a quantidade de profissionais, o número de crianças atendidas, as atividades propostas e os protocolos de segurança e supervisão.

“Eu sempre incentivo os pais a olharem para esse espaço pela perspectiva da criança. A segurança física é essencial, mas o ambiente também precisa ser emocionalmente saudável e adequado ao seu desenvolvimento.”

Acolhimento


Caso a criança vivencie uma situação traumática ou de abuso, o acolhimento deve ser a primeira atitude da família. A recomendação é ouvir a criança com calma, sem julgamentos, deixando claro que ela não tem culpa pelo ocorrido.

“É fundamental que os adultos mantenham a calma, escutem a criança e deixem claro que ela não tem culpa pelo que aconteceu. Também é importante evitar pressioná-la para contar detalhes repetidamente ou fazer perguntas que possam induzir suas respostas”, alerta a psicóloga.

Ainda conforme a profissional, dependendo da situação, é fundamental acionar os órgãos competentes para garantir a proteção da criança e buscar atendimento especializado, incluindo acompanhamento psicológico quando houver sofrimento emocional ou impactos no comportamento e no desenvolvimento.
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