17 de julho, de 2026 | 12:00

Vereador de Santana do Paraíso é indiciado por injúria e falsa comunicação de crime

Divulgação
A investigação teve origem após o vereador Rodrigo procurar a PM afirmando que foi ameaçado durante uma sessão no Legislativo A investigação teve origem após o vereador Rodrigo procurar a PM afirmando que foi ameaçado durante uma sessão no Legislativo

O vereador de Santana do Paraíso, Rodrigo Barbosa dos Santos Marciano, o Rodrigo Índio, foi indiciado pela Polícia Civil de Minas Gerais pelos crimes de injúria (artigo 140 do Código Penal) e falsa comunicação de crime (artigo 340 do CP). Após conclusão de inquérito que investigava uma ocorrência registrada em abril deste ano, o procedimento foi encaminhado ao Poder Judiciário e aguarda manifestação da Justiça. Caso seja condenado, o vereador poderá cumprir penas que, somadas, podem chegar a 15 meses de detenção, além de multa.

A investigação teve origem após o vereador procurar a Polícia Militar afirmando que teria sido ameaçado durante uma reunião. No boletim de ocorrência, Rodrigo Índio relatou que um vereador teria dito que iria matá-lo durante uma discussão. Entretanto, na apuração, a Polícia Civil ouviu o presidente da Câmara Municipal, servidores públicos e outras testemunhas presentes na reunião.

Em depoimento, o presidente do Legislativo, César Roberto de Deus, declarou que não presenciou qualquer ameaça de morte durante a reunião citada. Segundo afirmou, houve um desentendimento entre os presentes, mas a versão apresentada por Rodrigo Índio não corresponde ao que ocorreu no encontro. Outras testemunhas foram ouvidas, no entanto, todas elas negaram a versão de Rodrigo Índio.

Conforme a conclusão do inquérito, os depoimentos não confirmaram a versão apresentada pelo parlamentar. Com base nas provas reunidas, o delegado responsável entendeu haver indícios suficientes para o indiciamento pelos crimes de injúria e falsa comunicação de crime.

Outras passagens


Em 2010, o vereador Rodrigo Índio esteve preso no Presídio de Inhapim por uso de documento falso. Em seus antecedentes consta, ainda, registro de posse de droga para uso próprio, no ano de 2007.

A assessoria do vereador não foi localizada no fim da tarde desta sexta-feira (17) e o espaço para eventual resposta permanece aberto.

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