17 de julho, de 2026 | 13:01
MPMG denuncia jovem por homicídio qualificado de empresário de Ipatinga em parque de exposições de Inhapim
Divulgação Polícia Civil
Fabrício, ao ser preso em Ipatinga, confessou a autoria do homicídio ocorrido em Inhapim
Fabrício, ao ser preso em Ipatinga, confessou a autoria do homicídio ocorrido em InhapimO Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou um jovem de 19 anos pelos crimes de homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito pela morte do empresário Nicanor Antônio Souza Barrel, de 31 anos, assassinado a tiros na madrugada de 14 de dezembro de 2025, no Parque de Exposições Onofre Elias dos Santos, em Inhapim. A Promotoria sustenta que o crime foi planejado e executado de forma a impedir qualquer possibilidade de defesa da vítima e pede que o acusado seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri.
A denúncia foi oferecida pelo promotor de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro, que também requereu a manutenção da prisão preventiva do investigado, além da fixação de um valor mínimo para reparação dos danos causados aos familiares da vítima.
Segundo a peça acusatória, o denunciado Fabrício de Oliveira Silva permaneceu no evento observando a movimentação de Nicanor até encontrar o momento que considerou oportuno para agir. Quando o empresário de Ipatinga deixava o parque acompanhado da companheira, foi surpreendido por disparos efetuados pelas costas, sem chance de reação. Mesmo socorrido e encaminhado para atendimento médico, ele morreu antes de chegar ao hospital.
As investigações reuniram imagens do circuito de monitoramento, reconhecimentos feitos por testemunhas e outros elementos que permitiram identificar o suspeito. No cumprimento do mandado de prisão preventiva, em Ipatinga, a Polícia Militar apreendeu uma pistola calibre 9 milímetros carregada com 15 munições, além de outras 19 cartuchos intactos do mesmo calibre. Conforme a investigação, a arma teria sido utilizada na execução do homicídio.
Na denúncia, o Ministério Público atribui ao acusado as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio que gerou perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima. O documento também aponta indícios de premeditação, ao afirmar que o investigado aguardou por horas a oportunidade de executar o crime em um ambiente com grande concentração de pessoas.
Prisão ocorreu em Ipatinga
Fabrício de Oliveira permaneceu foragido até o dia 26 de junho deste ano, quando foi localizado pela Polícia Militar em uma operação no bairro Esperança, em Ipatinga. Na mesma ação, outro homem procurado pela Justiça também foi preso. Os militares apreenderam uma pistola calibre 9 milímetros, uma espingarda calibre 20, munições, drogas, balanças de precisão e telefones celulares.Conforme informações divulgadas pelo Diário do Aço, o jovem confessou, em depoimento prestado na Delegacia de Polícia Civil, ter sido o autor dos disparos que mataram o empresário. A Polícia Civil prossegue com as investigações para esclarecer a motivação do homicídio e apurar a possível participação de outras pessoas no crime.
MPMG pede julgamento pelo Tribunal do Júri
Com o oferecimento da denúncia, caberá ao Poder Judiciário analisar o recebimento da acusação e dar sequência à ação penal. Ao fim da instrução processual, caso existam elementos suficientes, o Ministério Público requer que o acusado seja pronunciado e levado a julgamento pelo Tribunal do Júri, responsável por julgar os crimes dolosos contra a vida.Em nota, o promotor Jonas Junio Linhares Costa Monteiro afirmou que a rapidez na atuação das forças de segurança e a reunião consistente das provas permitiram o oferecimento de uma denúncia tecnicamente fundamentada. Ele ressaltou que crimes praticados com violência extrema e planejamento, especialmente em locais com grande circulação de pessoas, exigem resposta firme do sistema de Justiça para proteção da sociedade.
O Ministério Público informou ainda que continuará acompanhando o caso até a conclusão do processo e reforçou que as investigações seguem em andamento para verificar eventual participação de outros envolvidos no homicídio. Se a denúncia for acolhida e as acusações forem confirmadas ao longo da ação penal, o réu será submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri.
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