14 de julho, de 2026 | 12:01

Polícia Federal deflagra Operação Soteria para investigar ameaças a testemunhas em processo criminal

Divulgação Polícia Federal
Os policiais cumpriram as ordens judiciais na manhã desta terça-feiraOs policiais cumpriram as ordens judiciais na manhã desta terça-feira

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (14), a Operação Soteria, com o objetivo de aprofundar as investigações sobre um suposto esquema de intimidação contra testemunhas, vítimas e denunciantes ligados a um processo criminal em andamento na Justiça Federal.

Durante a operação, agentes cumpriram três mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva. As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo de Garantias da 1ª Vara Federal Criminal de Montes Claros.

De acordo com a Polícia Federal, os alvos da operação já respondem a uma ação penal por suposto envolvimento na promoção de migração ilegal. Eles haviam sido presos em fevereiro deste ano durante outra investigação, mas conseguiram liberdade provisória mediante o cumprimento de medidas cautelares.

Segundo as investigações, após deixarem a prisão, os dois investigados teriam passado a ameaçar testemunhas, vítimas e denunciantes relacionados ao processo criminal. A Polícia Federal apura se as intimidações tinham como finalidade constranger pessoas que colaboram com a Justiça, comprometendo a produção de provas e o andamento da ação penal.

Ainda conforme a PF, as vítimas relataram temor diante das supostas ameaças, que teriam sido potencializadas pelo poder político e econômico atribuído aos investigados.

Policiais federais apreenderam celulares e documentos

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos aparelhos celulares e documentos. Todo o material será submetido à análise pericial para subsidiar o avanço das investigações.

A Operação Soteria busca garantir a regularidade da instrução criminal, preservar a segurança das testemunhas e impedir qualquer interferência indevida na apuração dos fatos.

Caso as suspeitas sejam confirmadas, os investigados poderão responder pelos crimes de coação no curso do processo, previsto no artigo 344 do Código Penal, e associação criminosa, tipificada no artigo 288, além de outros delitos que eventualmente sejam identificados ao longo das investigações.

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