13 de julho, de 2026 | 18:00
Historiazinha pra boi dormir...
Nena de Castro *
Manhãzinha de frescor e beleza, solzinho besta aquecendo a gente, café coado, broa de fubá e queijo na mesa então é hora de prosiá com meus cinco valorosos leitores, contando um causo. Dizem que de certa feita, a onça caiu numa armadilha preparada por caçadores, e por mais que tentasse escapar não conseguia sair do buraco. Resignada a morrer, viu passar um homem; chamou-o e pediu que a libertasse. - Cê besta, sá onça! Deus me livre! Sorto ocê e logo cê me come! A onça jurou que seria eternamente agradecida, o homem desatou as cordas que seguravam a tampa do alçapão e ajudou a onça a sair da cova. Logo que se encontrou livre, a fera agarrou o homem pelo braço, dizendo: - urruu, agora você é o meu jantar! O homem pediu, suplicou e finalmente a onça decidiu ouvir três animais. Se a maioria fosse favorável ao seu desejo, ela comeria o infeliz!Encontraram um cavalo velho, doente, abandonado. A onça narrou o caso. O cavalo disse: - quando eu era moço e forte trabalhei e ajudei meu dono a enriquecer! Qual foi meu pagamento? Largaram-me aqui, para morrer, sem um auxílio. O Bem só se paga com o Mal”.
Adiante, depararam com um boi, que consultado, opinou pela razão da onça, contando sua vida de serviços ao homem e quando julgava ser recompensado soube que fora vendido ao açougueiro para ser retalhado. O Bem só se paga com o Mal”.
A essa altura a onça lambia os beiços e o homem já se preparava para o pior, quando viram um macaco. Chamaram-no e pediram seu parecer. Ficaram espantados quando o macaco começou a rir, saltar, fazer caretas... A onça foi se zangando: - por que tanta risada, compadre macaco? Qual é? - Então o macaco tratou de explicar que estava rindo porque não conseguia entender que o homem caísse na armadilha que ele mesmo preparou.
- Ele não caiu, quem caiu fui eu, afirmou a onça.
- Foi você? E como esse homem fraquinho conseguiu libertar um bicho tão grande forte como a comadre onça?
A onça, despeitada por estar o macaco julgando-a mentirosa, foi até o alçapão e saltou profundo do fosso, mostrando ao macaco que tinha sido daquele jeito. O macaco tampou o fosso com as varas amarradas e falou: comadre onça, o Bem só se paga com o Bem. E você fez o Mal, receba o Mal! E foi embora deixando a onça pra morrer de fome na armadilha.
Bem, fiquei pensando com meus zíperes: será que o cumpadi macaco num podia dar uma passadinha em Brasília e enganar os enganadores? Ou ir ao encontro do sTRUMPício, aquele Nero que se intromete até em jogo de futebol, sem contar os outros malefícios que faz a Raimundo e todo o mundo? Afeeeeeeeeeeeeeeeeeeee! E nada mais digo!
* Escritora e Encantadora de Histórias.
Obs: Artigos assinados não reproduzem, necessariamente, a opinião do jornal Diário do Aço
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]














Tião Aranha
13 de julho, 2026 | 21:35A verdadeira amizade tem que ter profundidade. A onça pensou que nunca fosse voltar pro buraco, porque confiou. No geral, a amizade literalmente não existe. Amizade que não traga paz não é amizade. A verdadeira amizade só existe 'de mim para mim' porque eu conheço os meus verdadeiros valores /e sei que eles não falham nunca!/. Rs.”