08 de julho, de 2026 | 07:00

A difícil arte de desaprender: o cativeiro da mente petrificada

Mauro Falcão *

A maior dificuldade na construção do conhecimento não está em aprender algo novo, mas em abandonar aquilo que já acreditamos saber. Desde a infância, somos moldados pelo ambiente, pela cultura, pela família e pela educação. Cada nova informação se apoia sobre as anteriores, formando a estrutura que sustenta nossa visão de mundo.

A formação acadêmica aprofunda esse processo. Especializamo-nos, consolidamos conceitos e construímos uma identidade intelectual e profissional. Com o tempo, aquilo que antes era aprendizado transforma-se em convicção; e a convicção, muitas vezes, em dogma.

Passamos então a aceitar apenas os conhecimentos que confirmam nossas certezas. Ideias que exigem substituição, e não mera adição, costumam ser rejeitadas. Afinal, mudar significa recomeçar. E recomeçar pode implicar rever hábitos, interromper rotinas, questionar interesses e até colocar em risco estruturas pessoais, sociais e financeiras cuidadosamente construídas.


“Com o tempo, aquilo que antes era aprendizado
transforma-se em convicção; e a convicção, muitas vezes, em dogma”


Assim, sem perceber, estacionamos. Acomodados em verdades antigas, resistimos ao movimento natural da existência: a transformação. Mas a vida possui seus próprios mecanismos de renovação. Surge então o 'fato compulsório' — aquilo que chamamos de problema. Não como castigo, mas como uma imposição da própria realidade, destinada a romper as paredes da mente petrificada e abrir espaço para novos horizontes.

Toda crise carrega em si uma convocação para evoluir. Toda ruptura oferece a oportunidade de reconstrução. O sofrimento, muitas vezes, é apenas a linguagem pela qual a vida anuncia que determinadas ideias já não servem ao destino que nos aguarda.

E assim seguimos, entre desapegos e descobertas, substituindo certezas por compreensões mais amplas, em uma jornada infinita de aprendizado. Afinal, evoluir talvez seja justamente isso: permitir que o novo encontre espaço onde o velho já cumpriu sua missão, enquanto caminhamos, passo a passo, ao encontro do Grande Arquiteto.

* Pesquisador e escritor brasileiro. [email protected]

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Comentários

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Tião Aranha

08 de julho, 2026 | 19:43

“Ninguém consegue mudar de atitude se não mudar a maneira de pensar. Neste mundo de tanta competição é muito difícil satisfazer o espírito e a matéria ao mesmo tempo. Na outra dimensão, o espírito despido está mais próximo de Deus, porque Ele é o espírito santo criador de toda energia e toda forma de matéria. A maior descoberta que os humanos fizeram foi descobrir que a energia tb pode gerar a matéria. Neste sentido, para construir um corpo dotado de energia a presença de Deus, torna-se desnecessária. Esse indivíduo ao passar pelo espaço da internet, Atmosfera, capitou toda energia negativa. Os esquerdistas, mais ainda, aliás, a maioria nem crença em Deus tem-, por isso que são tão frios e calculistas... Aqui neste espaço do DA tem muitos. Tem um que tem até nome de gado(Nelore). Rs.”

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