07 de julho, de 2026 | 06:00
Acusado de matar jovem por conflitos do tráfico é condenado a 35 anos de prisão em Inhapim
Divulgação TJMG
Tribunal do Júri acolheu integralmente a denúncia do Ministério Público e reconheceu as qualificadoras do homicídio, além do crime de associação para o tráfico de drogas
Tribunal do Júri acolheu integralmente a denúncia do Ministério Público e reconheceu as qualificadoras do homicídio, além do crime de associação para o tráfico de drogasO Tribunal do Júri da Comarca de Inhapim condenou, nesta segunda-feira (6), Yuri Cristian Ponciano da Silva, de 25 anos, a 35 anos de reclusão pelos crimes de homicídio qualificado e associação para o tráfico de drogas. A sentença foi proferida ao fim da sessão realizada no Fórum de Inhapim.
Conforme informado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a condenação ocorreu nos exatos termos da denúncia apresentada pelo órgão. O promotor de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro atuou na acusação durante o julgamento e sustentou a tese apresentada pelo Ministério Público, que foi integralmente acolhida pelo Conselho de Sentença.
Crime ocorreu em maio de 2023
De acordo com a denúncia, o homicídio foi praticado na madrugada de 21 de maio de 2023, no bairro das Flores, em Inhapim. Na ocasião, Yuri Cristian Ponciano da Silva, em conjunto com outros corréus, invadiu a residência de Rogério de Souza Ferreira, de 22 anos.Ainda conforme a acusação, o grupo agrediu a vítima com diversos golpes de pedaços de madeira, provocando sua morte.
Motivação ligada ao tráfico de drogas
Segundo o Ministério Público, o homicídio teve como motivação conflitos relacionados ao tráfico de drogas.As investigações apontaram que Rogério havia contraído uma dívida com os envolvidos depois de consumir parte dos entorpecentes que deveria comercializar e de adulterar a droga destinada à venda. Além disso, conforme sustentado pela acusação, a vítima passou a vender drogas para um grupo rival, circunstâncias que motivaram o assassinato.
Qualificadoras reconhecidas pelos jurados
Durante a fase de instrução do processo, o Poder Judiciário entendeu haver indícios suficientes de autoria e materialidade e pronunciou o acusado para julgamento pelo Tribunal do Júri.Na sessão plenária, os jurados reconheceram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e prática do homicídio para assegurar a execução de outro delito. Também acolheram a acusação pelo crime conexo de associação para o tráfico de drogas.
Com a decisão do Conselho de Sentença, Yuri Cristian Ponciano da Silva foi condenado a 35 anos de reclusão. O processo prossegue em relação aos demais corréus envolvidos no caso.
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