01 de julho, de 2026 | 10:00

UFV apresenta plano de redução de riscos para áreas vulneráveis de Timóteo

Informações da Prefeitura de Timóteo
Divulgação
O PMRR é um instrumento essencial para fortalecer a segurança da população diante dos impactos das mudanças climáticas, com foco em movimentos de massa e inundaçõesO PMRR é um instrumento essencial para fortalecer a segurança da população diante dos impactos das mudanças climáticas, com foco em movimentos de massa e inundações

A Universidade Federal de Viçosa (UFV) apresentou, nesta segunda-feira (29), o projeto do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR) à Prefeitura de Timóteo. A iniciativa marca o início de um processo estratégico que culminará na instalação do Comitê Gestor Municipal do plano, envolvendo representantes da universidade, do governo local e das comunidades.

O PMRR é um instrumento essencial para fortalecer a segurança da população diante dos impactos das mudanças climáticas, com foco em movimentos de massa e inundações. O plano prevê a identificação e delimitação das áreas mais suscetíveis, a proposição de projetos conceituais de engenharia para contenção e mitigação, além de medidas não estruturais voltadas à prevenção e preparação comunitária.

O projeto é coordenado pelo professor Eduardo Marques, geólogo do Departamento de Engenharia Civil da UFV, que lidera uma equipe multidisciplinar composta por engenheiros, arquitetos, geógrafos e sociólogos. Pela Prefeitura, participam a COMPDEC e diversas secretarias, incluindo Obras, Assistência Social, Meio Ambiente, Saúde, Segurança e Ordem Pública, entre outras.

Segundo Marques, o plano incorpora o conhecimento das comunidades que vivem em áreas de risco, valorizando registros de eventos já vividos por essas famílias. “O objetivo é identificar todas as áreas de risco de movimento de massa e inundação na área urbana de Timóteo e propor soluções para mitigar esse risco”, destacou.

Primeiras ações
A primeira etapa de campo começa nesta terça-feira (30), com visitas a pontos pré-selecionados da cidade. Três áreas periféricas serão priorizadas para mapeamento detalhado e oficinas comunitárias, garantindo a integração do conhecimento local ao diagnóstico técnico.

O PMRR será desenvolvido ao longo de 12 meses, com entrega prevista para julho de 2027, dividido em quatro fases: planejamento da execução (2 meses), mapeamento de risco e oficinas comunitárias (6 meses), proposição de medidas estruturais e não estruturais (2 meses) e relatórios finais e audiência pública (2 meses).

Já foram identificados 14 setores de risco muito alto, distribuídos em bairros como Bela Vista, Olaria 2, Cachoeira do Vale, Macuco, Primavera, Ana Moura, Funcionários, Petrópolis e Alvorada. Essas áreas concentram 724 moradias e aproximadamente 2.876 pessoas em situação de maior vulnerabilidade.

O secretário de Segurança e Ordem Pública, capitão Mafra, ressaltou que o mapeamento permitirá reconhecer com maior profundidade as áreas de risco, identificar locais que já não representam perigo após obras estruturantes e facilitar o acesso a recursos para investimentos em infraestrutura e preparação comunitária. “Esse trabalho prioriza a prevenção e a preparação para o desastre”, afirmou.

A atuação da Defesa Civil, historicamente voltada à resposta e reconstrução, passa a investir em ações preventivas, com potencial de reduzir custos futuros e salvar vidas.

Próximos passos
As próximas etapas incluem a instalação formal do Comitê Gestor Municipal, definição dos pontos focais e consolidação das áreas de mapeamento. O PMRR integra o programa Periferia Sem Risco, do Ministério das Cidades, reforçando o compromisso com políticas públicas voltadas à redução de vulnerabilidades urbanas.

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