30 de junho, de 2026 | 12:22

Ponte Mauá é reaberta após 10 anos e retira 150 caminhões por dia das ruas de Timóteo

Matheus Valadares
A mineradora Bemisa fez um investimento de R$ 10 milhões para reativar Ponte MauáA mineradora Bemisa fez um investimento de R$ 10 milhões para reativar Ponte Mauá
Por Matheus Valadares
A Ponte Mauá voltou oficialmente à operação nesta terça-feira (30/6), após cerca de 20 anos desativada. A cerimônia de inauguração foi feita pela mineradora Bemisa. A estrutura passa a integrar uma nova rota logística criada pela empresa para o escoamento de sua produção mineral, em um projeto que recebeu investimento de R$ 10 milhões e que promete reduzir significativamente o fluxo de veículos pesados nas áreas urbanas de Timóteo, sobretudo no distrito de Cachoeira do Vale, e Coronel Fabriciano.

De acordo com a empresa, a nova configuração logística permitirá a retirada de aproximadamente 150 caminhões por dia do perímetro urbano dos dois municípios. Com a reativação da ponte, os veículos passarão a utilizar um corredor dedicado que conecta diretamente a operação da mineradora à Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), substituindo o trajeto que vinha sendo feito desde 2019 pela avenida Belo Horizonte, em Timóteo, uma das principais vias de circulação da região.
Anderson Figueiredo
Márcio Gontijo, diretor da Bemisa, falou sobre os benefícios que a obra irá proporcionar para a empresa e comunidadeMárcio Gontijo, diretor da Bemisa, falou sobre os benefícios que a obra irá proporcionar para a empresa e comunidade

Segundo a Bemisa, a mudança busca aumentar a eficiência operacional do transporte de minério, reduzindo a exposição da atividade aos riscos e restrições inerentes ao trânsito urbano. A expectativa é que a nova rota proporcione maior previsibilidade ao ciclo logístico, além de diminuir interferências causadas pelo fluxo de veículos e pelas condições de tráfego nas cidades.

Durante a cerimônia, o diretor do Grupo Bemisa desde 2011, Márcio Gontijo, destacou que além de melhorar a logística, evitar o fluxo de caminhões no distrito de Cachoeira do Vale, a obra também garante “ganhos ambientais”.

A estimativa é de que a alteração no trajeto evite a emissão de aproximadamente 2 mil toneladas de dióxido de carbono (CO²) por ano, contribuindo para a redução dos impactos ambientais associados ao transporte da produção mineral.
Anderson Figueiredo
Evento contou com a presença de autoridades, incluindo Vitor Prado, prefeito de Timóteo, e Elcinho Ataíde, prefeito de Antônio DiasEvento contou com a presença de autoridades, incluindo Vitor Prado, prefeito de Timóteo, e Elcinho Ataíde, prefeito de Antônio Dias

Mobilidade urbana e segurança
Para a população, os reflexos devem ser percebidos principalmente na mobilidade urbana. A expectativa é de diminuição dos congestionamentos provocados pela circulação de carretas, melhoria das condições de segurança viária e redução dos conflitos entre o trânsito pesado e os demais usuários das vias urbanas.

“É uma das obras mais importantes aqui para a região toda. Nós participamos diretamente na negociação com a Bemisa, com a Aperam, e essa obra vai trazer benefícios na mobilidade urbana, vai retirar a questão dessa carreta dentro do Cachoeiro do Vale, da poluição, então é uma obra que vai trazer muito benefício para a comunidade”, frisou Vitor Prado (Republicanos), prefeito de Timóteo.

Pedido de apoio
Ainda durante a cerimônia, Márcio destacou que a empresa gera emprego e renda de forma direta, e indireta, com pagamento de impostos e demais parcerias feitas junto ao setor público, sobretudo nos municípios de Timóteo e Antônio Dias. No entanto, ele frisou que o setor tem passado por algumas dificuldades.

"A Bemisa já investiu quase R$ 900 milhões só em compras no Vale do Aço, ajudando a girar a economia. E a gente tem muita dificuldade hoje de colocar algum projeto em operação. Hoje, não se coloca um projeto em operação com menos de três anos. Tem que fazer estudos ambientais, atender às exigências, então fica muito difícil. A Bemisa em 2013 veio para o Vale do Aço para ficar 10 anos. A Mina Baratinha tem 25 milhões de toneladas de reserva [de minério], e nós pesquisamos em torno da mina em um raio de 15 quilômetros, e temos uma reserva de mais de 300 milhões de toneladas. Ou seja, a Bemisa veio para ficar no Vale do Aço. E eu peço às autoridades para falarem bem e defenderem o nosso setor, porque vai ser muito importante para a gente".


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Comentários

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Ismael

30 de junho, 2026 | 13:41

“Uma pena que nós moradores do final da rua quartzo não temos esta sorte vários pedidos foram enviado as autoridades de Ipatinga para resolve o problema de caminhão da prestadora de serviço da copasa que transforma a rua em um lixo mas as autoridades não fazem caso.”

Inspetor Bugiganga

30 de junho, 2026 | 12:57

“Enquanto isso as terceirizadas estão sucateadas
Souza Lima coitada só pobre coitado sofrendo na mão dos chefes”

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