26 de junho, de 2026 | 14:00
EUA aliviam sanções financeiras contra Venezuela após terremotos
Washington publicou licença especial válida até 23 de outubro
Por Agência BrasilO Departamento de Tesouro dos Estados Unidos (EUA) publicou licença para flexibilizar temporariamente sanções financeiras impostas contra a Venezuela.
A decisão autoriza transações de recursos para assistência humanitária no contexto dos esforços de ajuda às vítimas dos terremotos que atingiram o país sul-americano, na noite de quarta-feira (24).
Todas as transações relacionadas a esforços de ajuda às vítimas do terremoto na Venezuela que seriam proibidas pelas Regulações de Sanções à Venezuela (VSR), estão autorizadas”, diz o documento publicado nesta quinta-feira (25).
O alívio vale apenas até o dia 23 de outubro de 2026, data em que as restrições devem ser restabelecidas. O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac) acrescenta que a licença não desbloqueia bens congelados pelo embargo dos EUA à Venezuela.
(b) Esta licença geral não autoriza: (1) O desbloqueio de qualquer propriedade bloqueada de acordo com o Regulamento de Sanções à Venezuela (VSR); ou (2) Quaisquer outras transações ou atividades proibidas por qualquer outra ordem executiva”, diz o documento.
Terremoto
Na quarta-feira, por volta das 18h (19h, no Brasil), dois terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 na escala Richter abalaram a Venezuela provocando uma série de desabamentos, principalmente no estado de La Guaira.
O número de mortos já está próximo de 600 e a expectativa é de que aumente ainda mais. Há também quase 3 mil feridos.
Diversos países de todo o mundo, incluindo o Brasil, anunciaram ajuda à Venezuela, assistência que poderia ficar comprometida com as sanções financeiras impostas ao país caribenho pelos EUA.
Embargo econômico
A Venezuela sofre, pelo menos desde 2017, com sanções financeiras impostas pelo governo norte-americano, chamadas de Medidas Coercitivas Unilaterais (MCU), usadas como arma de política externa dos EUA para pressionar ou derrubar governos.
Contribuindo para o colapso econômico venezuelano, o bloqueio obstruiu o financiamento da indústria petroleira; impôs restrições para o refinanciamento da dívida do país; dificultou as transações monetárias no mercado mundial; e congelou os ativos venezuelanos no exterior ou os transferiram para o controle da oposição.
Washington colocou sob suspeita todas as transações vinculadas à Venezuela, o que levou ao bloqueio de canais financeiros com instituições de outras nações.
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