23 de junho, de 2026 | 07:25
Voluntárias se reúnem em praça do Imbaúbas para confeccionar agasalhos destinados a hospitais
Por Isabelly QuintãoUm grupo de mulheres se reúne semanalmente na praça do bairro Imbaúbas, conhecida como Pracinha João Bosco, em Ipatinga, para confeccionar peças de lã destinadas a pacientes atendidos em hospitais do Vale do Aço. O trabalho voluntário ocorre ao longo de todo o ano e depende da arrecadação de materiais e de doações em dinheiro feitas pela população.
As voluntárias produzem toucas, meias e sapatos de lã que são encaminhados ao Hospital Márcio Cunha, para pacientes da hemodiálise e enfermaria infantil. Recentemente, o grupo também passou a atender pedidos do Hospital Municipal.
Em entrevista à reportagem do Diário do Aço, a responsável pelo projeto, Zezé Nunis, explicou que não é possível mensurar quantas pessoas são beneficiadas ou a quantidade exata de itens entregues, já que as doações são feitas continuamente conforme a produção. Ela destacou também que o grupo existe há 15 anos e atua durante todo o ano. Esse ano, só de hemodiálise, tem 457 doentes. Agora enfermaria é um entra e sai, né? Nosso projeto é direto. Frio, calor, o ano todo. A gente não tem férias”, afirmou.
Atualmente, as voluntárias se encontram toda quarta-feira na praça. Embora o grupo presencial tenha diminuído, parte das participantes continua produzindo em casa. Além de moradoras do bairro Imbaúbas, pessoas de outros bairros da cidade e de Santana do Paraíso também colaboram com o trabalho.
A responsável pelo voluntariado acrescentou que o grupo precisa de novos voluntários e de apoio para manter a produção. Precisamos tanto da doação do material como da mão de obra. Agora, no momento, precisamos de muita mão de obra. Conseguimos no boca a boca, pedindo às famílias, amigos”, destacou.
Terapia
Para Maria Imaculada Barbosa Pinheiro, que faz parte da iniciativa, além de beneficiar quem recebe as peças, a atividade também funciona como uma terapia para quem participa.
A importância desse trabalho é ajudar as pessoas carentes e também nos ajudar, porque à medida que a gente tricota aqui, para a nossa mente é muito importante. É uma coisa útil para nós e para as pessoas que recebem os trabalhos”, disse ao jornal.
A voluntária Dora Jorge também ressaltou o papel do projeto no bem-estar das participantes. É uma forma de terapia. O trabalho manual ajuda, e saber que estamos fazendo para ajudar alguém é melhor ainda. A gente precisa de pessoas para ajudar e doar mais para quem necessita”, comentou.
Como ajudar?
Interessados em contribuir com doações ou participar do trabalho voluntário podem entrar em contato pelo telefone (31) 8855-1376. Também é possível fazer transferências para a chave Pix 61527300668, conta aberta em nome de Geralda Silva Nunis, na Caixa Econômica Federal.
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