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22 de junho, de 2026 | 08:47

Anfavea exige fim de subsídios a elétricos importados para salvar empregos e R$ 140 bilhões em investimentos

Explosão de venda de elétricos chineses bate recorde em maio, provoca derretimento no mercado de seminovos e acende sinal amarelo na cadeia de autopeças brasileira

Divulgação Volkswagem
''A eletromobilidade gerará mais benefícios ao país quanto maior for sua capacidade de agregar valor e fortalecer a base industrial e tecnológica nacional'', afirma a Anfávea''A eletromobilidade gerará mais benefícios ao país quanto maior for sua capacidade de agregar valor e fortalecer a base industrial e tecnológica nacional'', afirma a Anfávea

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgou uma carta aberta ao público defendendo de forma intransigente a manutenção do cronograma de recomposição tarifária para a importação de automóveis elétricos.

A manifestação ocorre em um momento de profunda transformação no mercado automotivo nacional: enquanto a venda de veículos tradicionais a combustão despenca, o comércio de eletrificados vive um crescimento robusto, impulsionado principalmente por marcas chinesas. Dados oficiais apontam que o segmento atingiu o recorde histórico de 44.981 emplacamentos em maio de 2026, com os modelos 100% elétricos (BEV) e híbridos já abocanhando mais de 15% das vendas totais do país - liderados isoladamente por um modelo da montadora BYD.

O avanço massivo dos importados, contudo, gerou um efeito colateral devastador no mercado secundário, aponta a carta da associação. O setor de carros seminovos e usados está literalmente derretendo no Brasil. Veículos movidos a combustão com preços acima de R$ 100 mil encontram-se completamente encalhados nas lojas de usados. O motivo é puramente racional: com valores muito próximos a esse patamar, o consumidor final prefere adquirir um carro elétrico zero-quilômetro, equipado com tecnologia embarcada de ponta e até 10 anos de garantia de fábrica.

O risco bilionário: desindustrialização e demissões em massa

A Anfavea argumenta que a utilização desproporcional de incentivos transitórios e cotas de importação sem impostos, encerradas originalmente em janeiro de 2026, vem sendo desvirtuada por algumas empresas para inflar estoques.

Em maio de 2026, o estoque de veículos impulsionado pelos importados atingiu 150 dias de venda. A entidade alerta que a eventual massificação de veículos montados no país apenas por meio de kits totalmente importados, sem o adensamento produtivo local, coloca o ecossistema econômico em grave risco.

De acordo com um estudo técnico detalhado divulgado pela associação, a manutenção de brechas tributárias para a importação desenfreada pode acarretar impactos macroeconômicos severos:

Prejuízo ao setor de autopeças pode gerar,

▪️ Perda potencial de R$ 96,8 bilhões em vendas;
▪️ Redução de R$ 24,3 bilhões em impostos não recolhidos pelo Governo Federal;
▪️ Destruição de postos de trabalho: Eliminação de aproximadamente 68 mil empregos diretos e extinção de 191 mil vagas ao longo de toda a cadeia produtiva, o que inclui indústria do aço e serviços.
Estudo da Anfavea aponta que a eventual massificação da fabricação de veículos com o uso de kits importados significaria perda potencial de R$ 96,8 bilhões em vendas para o setor de autopeças, redução de R$ 24,3 bilhões em arrecadação para o Governo Federal e a eliminação de cerca de 68 mil empregos diretos e 191 mil em toda a cadeia.Estudo da Anfavea aponta que a eventual massificação da fabricação de veículos com o uso de kits importados significaria perda potencial de R$ 96,8 bilhões em vendas para o setor de autopeças, redução de R$ 24,3 bilhões em arrecadação para o Governo Federal e a eliminação de cerca de 68 mil empregos diretos e 191 mil em toda a cadeia.

Montadoras nacionais cobram previsibilidade sobre R$ 140 bilhões

As fabricantes instaladas no país condicionaram um plano histórico de mais de R$ 140 bilhões em investimentos até 2033 à estabilidade das regras do jogo. Esse montante bilionário é voltado ao desenvolvimento de engenharia local, descarbonização, expansão da cadeia de suprimentos e fabricação nacional de veículos eletrificados.

A resposta da indústria nacional à eletrificação tem se mostrado acelerada. Em 2025, os modelos eletrificados produzidos em solo brasileiro representavam 26% das vendas do segmento. Em 2026, esse índice escalou para 40%. Diante disso, as marcas que investiram no parque fabril brasileiro exigem que a administração federal cumpra integralmente os acordos firmados no ano passado, sem postergações ou criação de novos mecanismos de isenção tarifária (como ex-tarifários).

Reinvindicações da Anfavea para o futuro do setor

Para garantir a sobrevivência e a competitividade da indústria tecnológica instalada no Brasil, a Anfavea elencou quatro pilares inegociáveis junto ao poder público:
1▪️ Manutenção integral do cronograma de recomposição tarifária já estabelecido,
sem postergações;

2▪️ Não renovação das cotas de importação com alíquota zero, encerradas em
janeiro de 2026;

3▪️ Não criação de ex-tarifários ou mecanismos equivalentes à postergação do
cronograma;

4▪️ Diálogo prévio com a indústria diante de qualquer mudança nas condições que
fundamentaram os investimentos anunciados.

A entidade conclui enfatizando que o grande desafio do Brasil não reside em acelerar a transição energética, que já ocorre de forma célere, mas sim em assegurar que essa transformação se converta em inovação, novos postos de trabalho qualificados e riqueza gerada em território nacional.

Divulgação
''As fabricantes instaladas no país condicionaram um plano histórico de mais de R$ 140 bilhões em investimentos até 2033 à estabilidade das regras do jogo'', alerta a Anfávea''As fabricantes instaladas no país condicionaram um plano histórico de mais de R$ 140 bilhões em investimentos até 2033 à estabilidade das regras do jogo'', alerta a Anfávea

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Comentários

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Eleitor Assustado Com a Ignorância

22 de junho, 2026 | 09:38

“Oh Paulo, as suas reivindicações são muito legítimas, só falta você se lembrar que a Anfavea, como o próprio nome diz, representa as empresas do setor automotivo, já aqueles que representam os interesses do povo, como esses citados por vocês, são os deputados e senadores nos quais nós votamos e eles gastam a maior parte do seu tempo fazendo viagens, defendendo interesses da bancada da bíblia, do boi,da bala, do empresariado ou entao estão gravando vídeos para lacrar nas redes sociais.”

Paulo

22 de junho, 2026 | 09:02

“REIVINDICAÇÃO DA POPULAÇÃO:
1- FIM DA CORRUPÇÃO;
2 - FIM DA COBRANÇA IPVA E IPTU;
3 - GASOLINA ABAIXO DOS R$4,OO O LITRO;
4 - FIM DE IMPOSTOS PARA AQUISIÇÃO CARRO ZERO.

ESSAS REIVIDICAÇÕES A ANFAVEA NÃO FAZ, NÉ?”

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