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18 de junho, de 2026 | 07:22

Grupo mafioso ligado à mineração em Minas Gerais é alvo de nova fase da Operação Rejeito

Cumprimento de dois mandados de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão ocorreu em Belo Horizonte e Ibirité

Divulgação PF
Operação da PF combate embaraço à investigação de organização criminosa e violação de sigilos bancário e telefônico na 2ª fase da Operação Rejeito/ContrassabotagemOperação da PF combate embaraço à investigação de organização criminosa e violação de sigilos bancário e telefônico na 2ª fase da Operação Rejeito/Contrassabotagem

Equipes da Polícia Federal, com apoio do Ministério Público Federal e o GAECO/MPF-MG, deflagraram na manhã desta quinta-feira (18), a segunda fase da Operação Rejeito/Contrassabotagem. A primeira fase da operação teve como objetivo desarticular organização criminosa suspeita de atuar para neutralizar a ação do Estado, mediante a prática de embaraço às investigações da Operação Rejeito, que apontou envolvimento, inclusive de autoridades ambientais do governo de Minas Gerais, e ao regular trâmite da ação penal vinculada à Operação Poeira Vermelha. Entre as condutas apuradas, destacavam-se o monitoramento de alvos e tentativas de obstrução de investigações oficiais. A primeira fase descobriu um esquema bilionário envolvendo empresas ligadas à mineração no estado.

Conforme a PF, nesta nova etapa, as investigações indicaram que a organização criminosa teria contratado empresa para supostamente praticar atos de espionagem contra pessoas de interesse do grupo, incluindo autoridades públicas e particulares. Também foram identificadas atividades sistemáticas de monitoramento de indivíduos, por meio de vigilância presencial, utilização de dispositivos de rastreamento e registros fotográficos, além da obtenção indevida de dados pessoais e sensíveis.

Dentre as informações ilicitamente acessadas, constatou-se a obtenção de dados relativos a um juiz federal ao qual havia sido redistribuído processo envolvendo empresa ligada ao grupo investigado. De posse desses dados, a organização teria tentado se aproximar de um familiar do magistrado que atua na advocacia, em aparente estratégia de influência indevida. As investigações também apontam a tentativa de aproximação com autoridades públicas para fins ilícitos.

Apurou-se, ainda, que o grupo investigado teria tentado contratar a realização de operações policiais simuladas (blitz). Da mesma forma, foram identificadas ofertas estruturadas, inclusive com precificação definida, para obtenção indevida de dados protegidos por sigilos bancário e telefônico. As investigações também apontam indícios de acesso indevido a sistemas restritos de órgãos de segurança pública.

No âmbito desta fase, estão sendo cumpridos seis mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva, além da suspensão das atividades das pessoas jurídicas envolvidas, por determinação de colegiado de magistrados da Justiça Federal em Minas Gerais, constituído para processamento e julgamento dos feitos relacionados.

Os investigados poderão responder, entre outros crimes, por embaraço à investigação de organização criminosa e violação de sigilos bancário e telefônico, cujas penas, somadas, podem ultrapassar 16 anos de reclusão.

O nome da Operação Contrassabotagem faz referência ao conjunto de medidas destinadas a identificar, prevenir e neutralizar ações maliciosas capazes de comprometer atividades institucionais, causar danos e gerar impactos físicos ou psicológicos em integrantes de instituições públicas ou do Estado. (Com informações da Comunicação Social da Polícia Federal em Minas Gerais)
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