17 de junho, de 2026 | 19:12

Selic cai apenas 0,25%

Banco Central reduz Selic para 14,25% ao ano e promove terceiro corte consecutivo

Divulgação
Decisão do Comitê de Política Monetária já era esperada pela maior parte do mercado financeiro e leva em conta fatores externos, cenário econômico interno e perspectivas para a inflaçãoDecisão do Comitê de Política Monetária já era esperada pela maior parte do mercado financeiro e leva em conta fatores externos, cenário econômico interno e perspectivas para a inflação

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu, na noite desta quarta-feira (17), reduzir a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 0,25 ponto percentual, passando de 14,50% para 14,25% ao ano. A medida confirma a expectativa predominante entre analistas do mercado financeiro e representa o terceiro corte consecutivo na taxa.

Em comunicado divulgado após a reunião, o Banco Central afirmou que o ambiente externo permanece incerto em razão da indefinição sobre os termos de um acordo para cessar os conflitos armados no Oriente Médio e das consequências já observadas desses episódios sobre as condições financeiras globais.

Segundo a nota, esse contexto exige cautela dos países emergentes em um cenário marcado pelo aumento da volatilidade dos preços dos ativos financeiros e das commodities.

Inflação galopante

No cenário doméstico, o Copom destacou que os indicadores apontam aceleração da atividade econômica no primeiro trimestre do ano, com setores mais cíclicos retomando participação relevante e um mercado de trabalho que ainda apresenta sinais de resiliência. O colegiado também observou que a inflação acumulada e seus núcleos voltaram a acelerar, afastando-se da meta estabelecida e ultrapassando o limite superior previsto.

A maior parte dos analistas já projetava, desde a semana passada, uma redução de 0,25 ponto percentual na reunião desta quarta-feira.

A expectativa ganhou força depois do anúncio de um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã, divulgado no domingo (14), e da consequente queda no preço do petróleo, fator que tende a aliviar a pressão sobre os combustíveis e, por consequência, sobre a inflação. Com isso, a projeção predominante de uma Selic em 14,25% ao ano acabou confirmada pelo Banco Central.

Controle da inflação

A Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação. Quando permanece em patamar elevado, tende a encarecer o crédito para consumidores e empresas, reduzindo o ritmo do consumo e dos investimentos.

Ao mesmo tempo, juros mais altos podem elevar o custo da dívida pública e favorecer aplicações financeiras de renda fixa. Já a redução da taxa busca equilibrar o combate à inflação com o estímulo à atividade econômica, embora seus efeitos dependam de diversos fatores internos e externos.
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