16 de junho, de 2026 | 06:00
Grande decepção
Fernando Rocha
Simples assim. Esta é melhor definição para a estreia do Brasil na Copa do Mundo, 1 x 1, contra Marrocos, no último sábado, em New Jersey, Estados Unidos.Em toda a partida, mas, sobretudo no primeiro tempo, a seleção brasileira comandada por Carlo Ancelotti flertou com a derrota.
É difícil tirar algo de positivo da estreia da seleção, além do resultado de empate que ficou muito bom para nós e ruim para o Marrocos, que se tivesse um pouco mais de ousadia teria saído com a vitória.
A seleção mostrou, além de erros individuais, uma enorme desorganização coletiva e falta de agressividade, mesmo quando melhorou no segundo tempo.
Tudo errado
O técnico italiano Carlo Ancelotti, contratado pelo seu currículo vitorioso em clubes, escalou mal a equipe titular - Ibañez na lateral direita e Igor Thiago no comando do ataque não deram certo -, mexeu pior ainda, ao esquecer no banco de reservas Endrick e Rayan, dois jovens que estão voando e pedindo passagem.
No fim das contas, o empate foi o resultado mais conveniente para a nossa seleção, que ficou devendo em quase tudo nessa estreia na Copa do Mundo.
Isto posto, agora é esperar que para o segundo jogo, na próxima sexta-feira, contra a poderosa” seleção do Haiti, o técnico Ancelotti mude a equipe.
Comece a partida com Danilo na lateral-direita, Fabinho marcando no meio de campo e, na frente, dê uma chance para os garotos Endrik ou Rayan, ou os dois, formando o ataque com Vini Jr.
FIM DE PAPO
O Brasil teve um primeiro tempo de lampejos, mas no geral foi um time apático e disperso, que com apenas dez minutos já tinha permitido seis finalizações de um Marrocos, que verticalizava as ações e se impunha com marcação no campo de ataque. Sofreu o gol de Marrocos aos 20 minutos e não fosse momento depois uma jogada individual de Vini Jr., em lance típico de quando veste a camisa do Real Madrid, teríamos sofrido a derrota e um estrago maior.
Danilo e Fabinho substituíram os amarelados Ibañez e Casemiro, no intervalo, e Ancelotti corrigiu os erros da sua escalação inicial, pois os que entraram melhoraram o time.
Depois da partida desastrosa, jogadores e o técnico Ancelotti acharam um culpado para o mau futebol apresentado: a ansiedade” pela estreia na maior competição de seleções do planeta. Interessante é que, desde a sua chegada, Carlo Ancelotti sempre tratou esse assunto como algo secundário. O italiano, em suas entrevistas, quando perguntado sobre o tema, sempre rejeitava qualquer tipo de nervosismo que pudesse ocorrer com os jogadores da seleção, para ele um grupo mais do que experiente e capaz.
Pois bem. Após o pífio futebol apresentado e o empate em 1 a 1 com o Marrocos, a tal ansiedade” passou a ser uma das principais justificativas não só do técnico, mas também de jogadores como Danilo, Vini Jr., Luiz Henrique e Lucas Paquetá, que também citaram o peso emocional da estreia. Ancelotti chegou a dizer numa entrevista à Globo que ansioso é quando o estudante vai à escola e não está preparado”. No último sábado, após o jogo, o discurso mudou: Temos que trabalhar isso”, disse o técnico da nossa seleção.
O 7 a 1 da Alemanha sobre Curaçao chamou a atenção mais pela nossa imaginação e lembrança do mesmo placar vexatório sofrido na Copa de 2014, mas o melhor jogo até agora desta Copa pode ter sido Holanda 2 x 2 Japão. Os japoneses conquistaram o empate com sabor de vitória nos últimos minutos. Mesmo com jogadores de estatura inferior aos holandeses, o Japão insistiu nas bolas altas e se deu bem: em cobrança de escanteio, aos 88 minutos, de cabeça, Ogawa cabeceou e Kamada desviou para fazer 2 a 2, resultado justo. O frio na barriga é nosso porque, provavelmente, um dos dois será o nosso adversário no começo do mata-mata nesse Mundial. (Fecha o pano!)
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]










