13 de junho, de 2026 | 07:00

A difícil arte de amar - Para além das flores

Mauro Falcão *

O amor costuma ser associado a afinidades e descobertas. Entretanto, uma das maiores dificuldades de qualquer relacionamento não está em encontrar alguém, mas em abandonar as convicções que carregamos sobre o que significa amar.

Desde a infância, somos moldados por experiências e expectativas. Aprendemos observando nossos pais, absorvendo valores culturais, assistindo a filmes, ouvindo histórias e acumulando vivências. Aos poucos, construímos uma ideia daquilo que acreditamos ser o amor ideal.

Com o passar dos anos, essas percepções transformam-se em certezas. Criamos padrões e exigências que parecem inquestionáveis. Sem perceber, passamos a buscar não uma pessoa para amar, mas alguém que confirme aquilo que já pensamos sobre os relacionamentos.

É nesse ponto que surgem muitos desencontros. Afinal, amar verdadeiramente exige mais do que compartilhar afinidades. Exige abertura para compreender o outro, disposição para rever conceitos e coragem para trocar perspectivas pela realidade.

Muitas vezes, os conflitos da vida a dois não representam o fracasso do amor, mas um convite ao crescimento. As divergências revelam aspectos de nós mesmos que permaneciam ocultos.

As crises nos impulsionam ao amadurecimento. Talvez por isso tantos relacionamentos terminem não por falta de sentimento, mas pela dificuldade de desaprender.


“Amar exige compreensão do outro, disposição para
rever conceitos e coragem para trocar perspectivas
pela realidade”


Permanecemos presos a antigos modelos, feridas passadas, orgulhos acumulados e ideias cristalizadas sobre quem devemos ser e como o outro deveria agir.

Entretanto, a própria vida revela que o amor não é uma construção acabada. Como tudo o que permanece vivo, ele precisa encontrar novas formas de existir diante das transformações inevitáveis da existência.

Neste Dia dos Namorados, talvez a maior celebração não esteja nas flores, nos presentes ou nas declarações, mas na escolha diária de permanecer presente. Em um tempo marcado pela pressa e pelos vínculos descartáveis, amar continua sendo um gesto de coragem: a decisão de seguir construindo caminhos comuns mesmo quando a realidade se mostra diferente dos sonhos que um dia imaginamos.

Parabéns a todos aqueles que continuam escolhendo amar, mesmo quando o caminho exige paciência, compreensão e recomeços. E, especialmente, àqueles que um dia sofreram por terem se entregado intensamente: que jamais permitam que a dor lhes roube a coragem de acreditar novamente no amor.

* pesquisador e escritor brasileiro. [email protected]

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Comentários

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Tião Aranha

14 de junho, 2026 | 10:35

“Depois de tantas ironias, "Caríssimo", "Tá de sacanagem", deboches tá difícil acreditar nesses comentaristas de plantão da internet. Mas de qualquer maneira, muito obrigado pelo 'muito inteligente'. O semelhante atrai o semelhante. Rs. Realmente o Flávio é um candidato de peso e uma pessoa nova que deve ter ideias melhores pra governar.”

Nelore

13 de junho, 2026 | 11:24

“Caríssimo Tião Aranha, nem tinha nada para comentar sobre esta belíssima crônica, mas como lembrastes de mim, em seu comentário,vou, vou ter que falar alguma coisa, porque a quantidade máxima de burros está aumentando, e nem é pelas qualidades do nosso candidato, que já ganhou cinco eleições para presidente, três para si e duas para a Dilma, mas pelas BURRADAS do seu candidato, o Flávio Rachadinha Vorcarão.
Gostei do seu comentário no artigo sobre a violência contra a mulher, você, realmente, é muito inteligente. Parabéns! Rs.”

Tião Aranha

13 de junho, 2026 | 09:35

“Já fiz um estudo aprofundado sobre as 7 personalidades que podem assumir um ser humano; que, sobretudo, se resumem em apenas 3: aquilo que realmente somos. Aquilo que os outros vêem. Aquilo que pretendemos ser! Em linhas gerais, Ele como sendo o sujeito absoluto da sua própria história, deveria buscar agir mais com o imaginário como sendo sempre uma possibilidade a mais-, foi ora isso que Deus o criou, apesar de ser bastante limitado! Deve ser por isso tem tem gente que assume o papel diferente de "Nelore" . É o agir da ignorância absoluta. Daí, outrossim, a candidatura dum determinado candidato ao cargo máximo do país, simplesmente representar, data vênia, a quantidade máxima de burros que tem no país. Rs.”

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