11 de junho, de 2026 | 06:25

Escola de Ipatinga é notificada pela Defensoria Pública a suspender atividade com uso de peruca black power Copa do Mundo

DPMG recomenda reformulação de atividade escolar em Ipatinga e adoção de medidas de educação antirracista

Reprodução/Ilustração
A escola justifica a escolha pelo contexto histórico da década de 1970 e pela Copa do Mundo de Futebol disputada no México, associando o cabelo black power à estética adotada na épocaA escola justifica a escolha pelo contexto histórico da década de 1970 e pela Copa do Mundo de Futebol disputada no México, associando o cabelo black power à estética adotada na época

Com informações da Assessoria de Comunicação da DPMG
A Coordenadoria Estratégica de Defesa e Promoção dos Direitos das Crianças e Adolescentes (CEDEDICA) e a Coordenadoria Estratégica de Tutela Coletiva (CETUC), da Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG), emitiram Recomendação ao Instituto de Educação Madalena Brandão, escola particular localizada em Ipatinga, para que suspenda e reformule uma atividade prevista para a festa cultural da instituição. A medida foi adotada após a escola orientar alunos do 3º ano a utilizarem peruca black power preta como caracterização em referência à Copa do Mundo de 1970.

Significado histórico desvirtuado

Na Recomendação, emitida em 3 de junho, a DPMG aponta que o uso do cabelo black power como adereço festivo desconsidera o significado histórico, político e cultural desse símbolo, associado à resistência negra e à valorização da identidade afrodescendente. O documento ressalta, ainda, que a proposta tem potencial discriminatório ao tratar como fantasia uma característica fenotípica da população negra, o que pode produzir efeitos concretos sobre a dignidade e a identidade de crianças negras no ambiente escolar.

Segundo a Defensoria Pública, instituições de ensino públicas e privadas têm o dever de promover ambientes educacionais pautados pelo respeito à dignidade humana, pela valorização da diversidade étnico-racial e pela prevenção de práticas discriminatórias. A Recomendação também destaca que a legislação brasileira impõe o ensino da história e da cultura afro-brasileira de forma contextualizada e crítica, conforme previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, com as alterações promovidas pela Lei 10.639/2003, além de outras normas voltadas à educação das relações étnico-raciais.

Recomendações à escola particular

Entre as medidas recomendadas ao Instituto de Educação Madalena Brandão estão a modificação imediata da proposta de caracterização, a comunicação formal às famílias sobre a alteração e seus fundamentos, a inclusão de atividades estruturadas de educação étnico-racial no planejamento pedagógico anual, a capacitação do corpo docente e da equipe pedagógica em educação antirracista, a revisão do Projeto Político-Pedagógico da instituição, além de palestra sobre educação antirracista e relações étnico-raciais, a ser ministrada por defensor público, destinada ao corpo docente, técnico-administrativo.

A DPMG também requisitou resposta no prazo de 10 dias corridos, com a apresentação de documentação comprobatória das providências adotadas. A íntegra da recomendação pod ser lida aqui

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Comentários

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Cidadão Indignado

23 de junho, 2026 | 15:40

“Enquanto isso, a defensoria pública decretou que no dia 24/06 o expediente encerrará mais cedo (de 17h para 16h) por conta do jogo que acontecerá as 19h.

Que MAMATA!”

Machado do Assis

12 de junho, 2026 | 09:26

“Meu filho estudou lá... excelente escola e educadores!!! Sinto muito pelo constrangimento... a reação é muito pior do que a suposta falha... Bola Fora da Defensoria”

B2@

12 de junho, 2026 | 07:41

“A Defensoria Pública, deve ter recebido alguma denúncia. Desta forma, deverá apurar se há irregularidade. Quanto a matéria, está na modinha estes grupos de minoria. No fim, nada.muda para atender a sociedade de forma igualitária.”

B2@

12 de junho, 2026 | 06:37

“Não seria uma homenagem ao tipo de cabelo, muito utilizada pelos jogadores na década de 70?”

Afro

11 de junho, 2026 | 17:31

“Sou negro, e não tem nada a ver. A defensoria está precisando sair de suas salas confortáveis, e dar uma volta pelo Centro da cidade, tanta coisas que perturbam a gente.

Então, ninguem pode usar peruca lisa, e dos "brancos".....me ajuda mamãe.”

Joseph Campbell

11 de junho, 2026 | 11:52

“Acho que é forçação de barra. Poderiam simplesmente deixar acontecer e quem se sentir ofendido que apresente sua queixa e suas razões.

Essa cultura woke está sendo tirana ao tutelar a liberdade das pessoas, isso tbm é violência.

Ridículo.

A Defensoria é tão bacana, lamentável esse posicionamento.”

Pablo

11 de junho, 2026 | 11:40

“O mais incrível?
Se olharem na nota em anexo da defensoria verão que os defensores que a assinam são BRANCOS.
Brancos ricos e elitizados querendo decidir o que pode ou não pode, hipocrisia danada.
PATÉTICOS!”

Breu

11 de junho, 2026 | 11:20

“Caramba! Patético!”

Paulo

11 de junho, 2026 | 10:17

“lista do que não usar: Cabelo black power, cocar indígena, gorro saci.... kkkkkkkk Essa militância tá um saco”

Afrodescendente

11 de junho, 2026 | 10:08

“Inacreditável!
Já não sabemos o que se pode dizer.
Uma escola super respeitável como esta passar por tamanho constrangimento.
Qual o crime? Cabelo liso pode ou não?
Estes entendedores estão perdidos.
É por isso que há anos só digo feijão afrodescendente. Vai que um louco me processa...
Sinceramente, não dá para aguentar essa agenda. Quando as crianças poderão estudar sobre outros povos? Pelo jeito, nunca.”

Sem Noção 1

11 de junho, 2026 | 09:49

“Ao entitulado SEM NOÇÃO, permita a mim a reproduzir tudo o que disse e concordo plenamente e gostaria de acrescentar do seu comentário..
Essa baboseira toda da defensoria, (fica aqui meu respeito dos defensores públicos que estao cumprindo seu dever constitucional e as vezes de caráter tempestiva não concordam com isso),aumenta o abismo recíproco de raça e cor.
Sou declarado da cor branca e meu melhor amigo é afrodescendente e tenho muito orgulho disso.A relação entre pessoas se constroem com mutuo respeito e não na força da lei.
A defensoria tem que ser provocada para tomar atitude.Resta saber se o cabelo fosse todo vermelho, a defensoria seria solicitada?”

Cidadão Revoltado

11 de junho, 2026 | 09:07

“Concordo com o ""Sem Noção"", em aspas quádruplas para não ser mal interpretado quanto a referência rsrs.
A Defensoria Pública é um órgão incrível que ajuda milhares de pessoas, mas ao mesmo tempo que tenho esta visão, enchergo que ela escolhe quem quer atender, se tomando por pautas vazias e sem peso real para a sociedade com um pretexto de defender minorias, pois enquanto age de prontidão contra tais ações como na reportagem, existem milhares de pessoas aguardando em suas incessantes listas de espera e meios de atendimento ineficazes.
Alô Defensoria Pública! Menos militância e mais justiça sem segregar por gênero/cor ou pautas vazias, como tem feito!”

Santos

11 de junho, 2026 | 08:49

“Realmente é uma palhaçada só e cada dia pior.”

Sem Noção

11 de junho, 2026 | 08:35

“De tamanha falta do que fazer, cada dia que passa mais e mais absurdos , e difícil de acreditar o que li, não tem demanda para essas pessoas. Por isso que o país está assim cada vez pior pelo que entendi a escola iria promover um evento cultural com a presença do cabelo black Power afim de mostrar uma característica e estilo da época no período da copa de 70, aí pelo que li a escola e racista, pq vai ter que promover um monte de coisa. Tremenda falta do que fazer e respeito as pessoas que trabalham, quando a gente pensa que já viu de tudo, e muito mimi , a onde vai parar esse mundo”

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