03 de junho, de 2026 | 05:42
Em votação relâmpago, Senado suspende norma do Conanda sobre aborto em vítimas de violência sexual
Relatora, Damares agrumentou que resolução sobre aborto extrapola atribuições do Conanda. Carlos Moura/Agência SenadoEm votação relâmpago na tarde de terça-feira (2) - menos de dois minutos - o Senado aprovou um projeto de decreto legislativo que suspende a resolução do Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente) que regulamentava o direito ao aborto legal para menores de idade vítimas de violência sexual. Como se trata de um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que já havia passado pela Câmara dos Deputados, a medida entra em vigor imediatamente após a promulgação, sem necessidade de sanção presidencial.
A decisão, entretanto, foi alvo de críticas por parte de ministérios e conselhos de defesa dos Direitos Humanos, que apontam a medida como um retrocesso na proteção de menores de idade, vítimas de violência sexual.
A resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) trata do aborto legal quando a gravidez é decorrente de estupro. De autoria da deputada Chris Tonietto (PL-RJ) e relatado pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), o PDL 3/2025, que suspende a norma do Conanda, havia sido aprovado mais cedo na Comissão de Direitos Humanos (CDH) e segue agora para promulgação.
A senadora Eudócia (PL-AL) afirmou que o projeto é uma forma de não favorecer o aborto” (mesmo em casos em que a menina fica grávida como resultado de um estupro). A parlamentar ainda elogiou a atuação da senadora Damares "em defesa dos bebês e das crianças", e disse que é importante defender a vida.
Na votação de seu relatório na CDH, Damares disse que a Resolução 258, de 2024, do Conanda, trata de questões relacionadas à interrupção da gravidez em casos previstos na legislação penal, à participação dos responsáveis legais em decisões envolvendo menores de idade e à objeção de consciência de profissionais de saúde. Na avaliação da senadora, esses temas extrapolam a função regulamentar do conselho e exigem disciplina por meio de lei formal.
"Em vez de fortalecer a articulação entre família, rede protetiva e órgãos de segurança pública, a norma cria mecanismos que relativizam a participação dos responsáveis legais e reduzem a centralidade de instrumentos tradicionalmente utilizados para proteger a própria criança", afirmou a senadora.
O que trata a resolução do Conanda?
O PDL 3/2025 susta integralmente a Resolução 258, que trata do atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual e da garantia de seus direitos. A norma regula procedimentos já previstos no ordenamento jurídico brasileiro para casos específicos, como gravidez resultante de estupro, risco à vida da pessoa gestante e anencefalia fetal.
Entre as ações previstas na norma que estava em vigor, destacam-se o treinamento de profissionais para identificar situações de violência sexual e a garantia de um atendimento rápido, sigiloso e livre de preconceitos. De acordo com o Conanda, a medida reforça a prioridade absoluta do interesse da vítima, garantindo-lhe sigilo, autonomia e o direito de ser ouvida sem sofrer novas violências pelas instituições.
Além disso, define protocolos para a escuta especializada e a notificação dos casos, buscando evitar a revitimização no sistema judicial e hospitalar. O texto proíbe a violência institucional e exige que os profissionais atuem de forma humanizada, respeitando os direitos reprodutivos e o desenvolvimento dos jovens. Também assegura que divergências familiares não devem anular a vontade da criança, garantindo assistência jurídica gratuita para a proteção de seus direitos fundamentais. (Com informações da Agência Senado)
O que diz o Conanda?
O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) manifestou-se contra a aprovação, pelo Senado, do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 3/2025, que derruba sua resolução sobre diretrizes para o acesso de crianças e adolescentes vítimas de estupro ao aborto legal sem a necessidade de apresentação prévia de boletim de ocorrência.Segundo o conselho, o texto aprovado "representa um grave retrocesso" para a proteção integral de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual e constitui "mais um ataque aos direitos humanos da infância e da adolescência no Brasil".
O Conanda rebate as alegações da autora do PDL, deputada Chris Tonietto (PL-RJ), que acusou o órgão de invadir competência do Legislativo. "A norma não inovou na ordem jurídica. Apenas disciplinava procedimentos e responsabilidades institucionais voltadas à garantia de direitos já assegurados em lei", argumenta a entidade.
Na manifestação, o órgão também sustenta que a resolução era necessária para eliminar barreiras no acesso de vítimas de violência sexual aos serviços de saúde pública diante de obstáculos sociais e institucionais. "A decisão aprovada contribui para ampliar a insegurança institucional, a fragmentação dos fluxos de atendimento e o risco de negação de direitos", afirma.
Temor institucional
Além de questionar o mérito do projeto de decreto legislativo, o Conanda expressou preocupação com os efeitos da decisão. Segundo a entidade, a derrubada da resolução "enfraquece os mecanismos de participação social previstos na Constituição Federal, deslegitima instâncias democráticas de formulação e monitoramento de políticas públicas e compromete o modelo de gestão participativa".
O Conanda também criticou a falta de mobilização de parlamentares favoráveis ao conteúdo da resolução. "Em momentos decisivos para a defesa dos direitos de crianças e adolescentes, o silêncio também produz consequências. A omissão diante de iniciativas que restringem direitos contribui para o avanço de agendas que fragilizam a proteção social e ampliam vulnerabilidades", afirma o conselho.
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Viewer
03 de junho, 2026 | 15:55Olha só que interessante... uma admissão de culpa pelo nome escolhido representando a si mesmo...
Mais interessante ainda é você citar comentários que não foram publicados...
Isso por si só já demonstra muita coisa, mas não se preocupe... em breve tudo será revelado e solucionado.”
Nelore
03 de junho, 2026 | 14:58Caríssimo Veiwer, o pseudônimo Nelore é apenas uma singela homenagem a gadaiada, da qual faz parte, falando nisso, o ministério da agricultura recomenda manter a Caderneta de Vacina em dia, portanto, não deixe de tomar as vacinas contra Aftosa e Brucelose.
Eu e a senhora Mariane não lhe desejamos nada, ao contrário de você, que ficava ameaçando de morte as pessoas da esquerda, aqui neste espaço.
Bem que disse que não sabe o que é ter lugar de fala, na verdade não sabe nem o que é democracia.”
Viewer
03 de junho, 2026 | 14:10Só pelo nivel dos comentários se percebe que debater com vocês é como jogar xadrez com pombos.
mas vamos lá... pois é preciso esclarecer bem essas coisas para os incautos não caírem no discurso insano de vocês.
Nelore... literalmente uma raça de gado... lugar de fala ? não dá pra esperar outra ideia tão estapafúrdia quanto essa dentro de uma democracia, mas não espero que você tenha inteligência para entender isso, em momento algum defendi estuprador, muito pelo contrário a esses só acho que merecem a morte, mas isso vocês sempre negaram.
Mariane, um estupro não justifica o assassinato de um inocente, não distorça minhas palavras.
Tudo aquilo que desejam para mim que vocês recebam em dobro.”
Mariane
03 de junho, 2026 | 13:04Castigo é obrigar uma menina a gestar por nove meses e dar à luz um ser que foi gerado a partir de uma violência sexual. E crime, comentarista Wiewer, queria saber se fosse sua filha, se é que teve capacidade de gerar uma vida. Vá de retro, satanás.”
Nelore
03 de junho, 2026 | 11:53Caríssimo Veiwer, apesar da terra ser plana e do baixo nível cognitivo da gadaiada, apoiar estupradores de crianças e adolescentes com este seu discurso, é de uma estupidez absurda. Também, vocês nem sabem o que é ter lugar de fala.”
Gildázio Garcia Vitor
03 de junho, 2026 | 09:09Senhora Amanda, não falta, a excremento-direita, em nome de "Deus, Pátria e Família", defende isto mesmo.
Defendem, também, outras pautas estranhas, como, por exemplo, "Bandido bom é bandido morto", com exceção dos deles, que não são poucos.
Completando a sua frase, "Criança não é mãe" e estuprador não é pai!”
Viewer
03 de junho, 2026 | 08:14Um crime não justifica outro.”
Familia Tradricional
03 de junho, 2026 | 07:14Muito fácil se falar pró vida e pro bebe, mas não fornecer a mínima estrutura para a mãe ou a futura criança, é tanto ódio mascarado que da nojo de ver.”
Amanda
03 de junho, 2026 | 05:54Que horror!!! Criança não é mãe e vou além, a Justiça que permite a gravidez pós-estupro é conivente com o crime. Só falta eles quererem que o indivíduo assuma a gravidez e se case com a vítima. Que triste. Só ladeira abaixo esse país.”