01 de junho, de 2026 | 17:16
Operação Cerco Fechado mira facções criminosas em Minas Gerais
Gil Leonardi/Imprensa MG
Resultados parciais foram apresentados em coletiva; ação mantém efetivo de quase 3 mil agentes e segue sem data para terminar
Resultados parciais foram apresentados em coletiva; ação mantém efetivo de quase 3 mil agentes e segue sem data para terminarCom informações da Agência Minas
O governador Mateus Simões apresentou, na manhã desta segunda-feira (1/6), em coletiva de imprensa, um balanço parcial da operação Cerco Fechado. A iniciativa, considerada a maior já realizada em Minas Gerais no combate às facções criminosas, reúne as Forças de Segurança do Estado, Polícia Federal (PF) e Polícia Rodoviária Federal (PRF), em uma ação integrada e sem prazo determinado para encerramento.
É uma operação estruturada de longo prazo, que tem como objetivo garantir que, em Minas Gerais, não haja domínio de território e para que a presença das facções seja asfixiada financeira e fisicamente pela presença da polícia na rua. Não estamos falando de uma operação de busca de alvos, ainda que esse tipo de resultado também seja trazido durante as ações dos militares”, explicou Mateus Simões.
As forças de segurança estaduais e federais atuam de forma integrada em 26 territórios de seis municípios mineiros: Belo Horizonte, Juiz de Fora, Manhuaçu, Uberlândia, Uberaba e Teófilo Otoni, somando um efetivo total de 2.980 profissionais nas ruas neste momento.
Segundo a parcial da operação, 46 pessoas foram detidas, entre elas quatro menores de idade. Dessas, 38 prisões foram ratificadas. Também foram apreendidas nove armas de fogo, 93 munições, maconha, crack, cocaína e R$ 27 mil.
A iniciativa conta também com apoio do Ministério Público e do Tribunal de Justiça do Estado, que contabilizaram 73 mandados de busca e apreensão, sendo 46 em Belo Horizonte e 27 no interior. Houve, ainda, operações em dez unidades prisionais, das quais 914 celas já foram revistadas, com a apreensão de 53 celulares e 907 unidades de drogas das mais variadas”, detalhou Simões pela manhã.
A operação Cerco Fechado é resultado do trabalho integrado das forças de segurança estaduais e federais que atuam com participação ativa de representantes da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), além da PF e PRF.
Procura-se
Ainda na coletiva, o governador Mateus Simões anunciou o lançamento da sétima edição do Procura-se, lista com os 12 criminosos considerados prioritários para o sistema de segurança pública de Minas Gerais, foragidos com mandados de prisão em aberto.
Os alvos são procurados por crimes como homicídios, roubos e tráfico de drogas. Parte deles também possui relação com o crime de explosão de caixas eletrônicos e roubos a instituições bancárias e/ou financeiras no Estado.
Coordenado pela Sejusp, em parceria com as polícias Civil, Militar, Penal e Corpo de Bombeiros, o programa tem como objetivo realizar a prisão de foragidos da Justiça a partir de ações qualificadas das polícias, das Agências de Inteligência e da participação do cidadão, por meio de denúncias ao Disque Denúncia Unificado 181.
Além da prisão, a divulgação dos procurados em cartazes e também de forma virtual traz o benefício de inibir a circulação dos criminosos listados.
Nas seis edições anteriores do Procura-se, em 2011 (duas listas), 2012, 2017, 2021 e 2023, foram presos 61 dos 74 alvos lançados, o equivalente a 82,4% de sucesso no objetivo do programa.
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