01 de junho, de 2026 | 18:00
É tão lindo...
Nena de Castro *
Olá, meus cinco leitores! Que todos tenham uma semana de muita paz, apesar das doideiras desse mundão! Vejam o que me veio à mente no dia de hoje! Sentiu-se desconfortável naquela posição. Estava ali há dois, três dias? Perdera um pouco a noção do tempo. Lembrava-se vagamente dos lençóis que envolviam seu corpo. De muitas lágrimas. O sol estava alto no horizonte, quando tudo acontecera. Veio-lhe à memória a infância em sua terra. Os pais, as irmãs. A mãe que cantava enquanto fazia pão e o cheiro do cozido de lentilhas enchia o ar.
Era uma terra seca, onde alguns poços forneciam água. No entanto, tamareiras davam seus frutos, havia parreirais... Os camelos chegavam com os visitantes nas manhãs de sol, as cabras guiadas por seus pastores se recolhiam de tardezinha enquanto a noite estrelada se instalava... Infância e adolescência e o pai morrera.
Algum tempo depois a mãe também se fora e sua família era ele e suas irmãs. Elas cuidavam dos afazeres domésticos e ele da subsistência. Apesar de serem pessoas simples, a casa estava sempre abertas às visitas. Serviam o que tinham, dividiam as refeições e tinham conseguido fazer grandes amizades. Certo grupo passava por ali e se instalava, e era bom ouvir de suas andanças com seu líder! Amigos de verdade. Isso numa época difícil, de domínio estrangeiro, opressão e morte. Da espera de um libertador que lhes devolveria a dignidade e a grandeza da nação. Esperanças sendo estilhaçadas pelas pisadas brutais e espadas de soldados invasores. Tempos ruins. Então ele foi acometido pela enfermidade que o levaria ao túmulo. Tristeza, o choro das irmãs... Ele ali, sepultado na rocha e segundo a crença de seus guias religiosos seu espírito ficaria próximo ao corpo e por três dias havendo chance de retorno à vida. Ah, sim ele agora se lembrava: na verdade era o quarto dia e seu corpo estava se decompondo. Aí tudo acabaria.
De repente, sentiu perto de si o espectro da Morte que o havia recolhido. E ela disse: estão te chamando lá fora! Zangado, ele reclamou que não queria saber de nada, ela o havia recolhido e agora vinha perturbá-lo? Ia não!
A morte disse-lhe que quem chamava era poderoso! Ele então prestou atenção e ouviu uma voz amiga e poderosa dizendo: Lázaro, vem para fora! E ele foi porque quem o chamava era o Rei da Glória, Jesus, o filho de Deus! E a Ele obedecem todos os elementos e à sua vontade nada pode resistir! Bom, Lázaro retomou sua vida para espanto de todos! E segundo a tradição, viveu mais 32 anos! Como sua volta à vida enfureceu os líderes religiosos, passou a receber ameaças e se mudou para Chipre. Claro que o texto acima, com os pensamentos e sentimentos de Lázaro, saiu da cabeça da Bugra! Mas a sua ressurreição foi obra do Divino Mestre! E eu creio! Você crê? E nada mais digo!
* Escritora e Encantadora de HISTÓRIAS
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