29 de maio, de 2026 | 14:01
MG Transplantes anuncia criação do Núcleo de Medula Óssea
Fernando Frazão/Agência Brasil
Iniciativa foi apresentada durante encontro gerencial e irá fortalecer as políticas públicas de transplantes no Estado
Iniciativa foi apresentada durante encontro gerencial e irá fortalecer as políticas públicas de transplantes no EstadoO MG Transplantes agora possui um Núcleo de Medula Óssea, que irá organizar fluxos, possibilitar mais agilidade para casos complexos e, ainda, fortalecer as políticas relacionadas aos procedimentos realizados no Estado. O anúncio foi feito durante o evento Conexões pela Vida Encontro Gerencial do MG Transplantes”, nessa quinta-feira (28), no auditório da Faculdade de Medicina da UFMG.
A reformulação da rede fortalece os papéis dos órgãos envolvidos no transplante de medula óssea em Minas Gerais, além de reforçar a atuação integrada entre o MG Transplantes e a Fundação Hemominas, responsável por atuar em conjunto com os centros transplantadores na realização dos exames de compatibilidade e na captação de células-tronco, e o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), que realiza o cadastro e busca de doadores compatíveis.
Mais integração na rede de transplantes
De acordo com o hematologista e coordenador da nova divisão, Thiago Teixeira, o recém-criado Núcleo de Medula Óssea tem como objetivo coordenar a linha de cuidado e as análises de dados, acompanhar novos casos, subsidiar diretrizes, protocolos, e educação continuada relacionados aos transplantes de medula.
Durante a sua apresentação, em que mostrou as condições que requerem transplante de medula e os principais desafios para que o procedimento aconteça, Thiago destacou que a criação do Núcleo representa um avanço para a organização da assistência no estado, permitindo ainda acompanhar de forma mais precisa os indicadores da área.
Outro ponto apresentado foi a possibilidade de maior agilidade na resolução de casos complexos, além de contribuir para o fortalecimento das políticas públicas voltadas ao transplante de medula e à terapia celular avançada.
Minas Gerais já mantém uma atividade relevante em transplante de medula óssea, com produção assistencial, fila ativa e capacidade instalada definida, mas podemos melhorar ainda mais se aprimorarmos os nossos fluxos e trabalharmos de forma integrada”, ressaltou Thiago.
Capacitação e logística
Entre as diversas ações desenvolvidas pelo MG Transplantes e apresentadas durante o encontro, estão o fortalecimento da parceria com o transporte rodoviário estadual para o deslocamento de tecidos oculares e a realização de capacitações voltadas aos profissionais da rede. Os treinamentos incluem desde a identificação de potenciais doadores até o processo de enucleação (procedimento de remoção completa do globo ocular), com o objetivo de ampliar a eficiência da captação e contribuir para a redução das filas para esse tipo de transplante.
A qualificação das equipes para a comunicação em situações críticas também segue como uma das principais prioridades da instituição. O que precisamos é preparar as pessoas para entenderem o que é a morte e o que é a doação, para que possam tomar uma decisão de maneira mais consciente e segura”, afirmou o diretor o MG Transplantes, Omar Lopes Cançado.
Omar reforçou a importância de intensificar os debates sobre a segurança e humanização em todas as etapas do processo de doação e transplante de órgãos. Desde a avaliação clínica até a conversa com as famílias, cada fase exige sensibilidade, empatia e organização para garantir um processo adequado e eficiente.
Sem essa empatia, e esse olhar humano, não é possível fazer um processo adequado. Todas as etapas precisam estar bem amarradas para que o transplante aconteça de forma efetiva”.
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