29 de maio, de 2026 | 08:18

Moradores relatam agravamento de poluição no Cachoeira do Vale com desaterro para construir galpão

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Moradores afirmaram que o problema se agravou há cerca de um ano quando começou o corte dessa encosta em frente ao posto Torque Diesel  Moradores afirmaram que o problema se agravou há cerca de um ano quando começou o corte dessa encosta em frente ao posto Torque Diesel
Por Isabelly Quintão
Reclamações de moradores de Cachoeira do Vale, em Timóteo, apontam problemas causados pela poeira na avenida Belo Horizonte, na entrada do distrito. Conforme relatos encaminhados à reportagem do Diário do Aço, a situação teria se agravado após o início do corte em uma encosta, em frente ao posto Torque Diesel, para a construção de um galpão de uma empresa distribuidora de ferro e aço.

Uma moradora, que preferiu não se identificar, afirmou que os residentes convivem há anos com problemas relacionados à intensa poluição, que já era grave, por causa do tráfego com caminhões carregados com minério de ferro. “O Cachoeira do Vale vem sofrendo há muito tempo com essa questão da poluição. Tem um fluxo altíssimo de caminhão com minério e agora tem essa questão do corte na encosta. Esse lugar está totalmente abandonado. Você entra no distrito e vê a nuvem de poeira”, relatou.

A leitora acrescenta que a movimentação de terra para a construção do galpão tem piorado a situação. “A empresa de ferro e aço está tirando um ‘montueiro’ de terra. Não sei quantos caminhões estão sendo carregados por dia. Eles vão pela BR derramando mais terra pela estrada afora. A poluição dobrou. Virou um problema de saúde pública. Está insuportável. Moradores e comerciantes são prejudicados”, alertou.

Promessa


A leitora relatou que empresas envolvidas já haviam sido acionadas em razão das reclamações de poluição, detalhando que medidas como a varrição e a lavagem da avenida chegaram a ser feitas, porém, há cerca de um ano, os serviços teriam sido interrompidos.

“Uma empresa começou a passar com caminhão-pipa para tentar amenizar, mas outras empresas não abraçaram a causa. Só que a questão não é só molhar. Molhou ali, beleza. Mas depois que seca, volta tudo. Tem que fazer uma lavagem diária. Só morando aqui para entender o que estamos passando. Estamos sem representantes, os ‘donos’ da localidade são os empresários”, reclamou.

Ela também afirmou que a poeira invade as residências diariamente. “Se você não limpar a casa todo dia, não consegue ficar. Você lava a calçada e, cinco ou dez minutos depois, a poeira já está toda instalada novamente. A gente tem que limpar a casa toda hora”, descreveu.

Medidas mitigadoras


Procurada pela reportagem do Diário do Aço, a empresa informou que adota medidas mitigadoras ativas, incluindo sinalização e controle de tráfego, além de contar com uma equipe dedicada exclusivamente ao monitoramento contínuo da obra e do transporte de terra nas vias públicas.

Segundo a empresa, para evitar a dispersão de sedimentos, todos os caminhões utilizados na operação são cadastrados e circulam obrigatoriamente lonados em todas as viagens. Um funcionário é mantido de forma dedicada na saída do canteiro que faz a limpeza dos para-choques e retira qualquer excesso de material de cada caminhão antes de acessar a via pública.
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Uma moradora da localidade mostra, com a mão, a sujeira que fica pela casaUma moradora da localidade mostra, com a mão, a sujeira que fica pela casa

“Dispomos de protocolos rígidos de controle de poeira e limpeza de vias. A empresa mantém dois caminhões-pipa trabalhando em tempo integral durante todo o período de transporte para fazer a umidificação constante das vias públicas”, mencionou.

Por meio de nota, o empreendedor acrescentou que a área sob responsabilidade é limpa diariamente, e que a operação atual não tem gerado impactos significativos.

A nota pontua, ainda, que conta com um veículo leve que faz o acompanhamento diário e em tempo integral de todo o trajeto dos caminhões.

Por fim, complementou que atua em total conformidade com as exigências legais e ambientais, monitorando proativamente suas operações para evitar transtorno à comunidade. “Esclarecemos que não fomos notificados por nenhuma irregularidade”, concluiu.
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Comentários

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Machado

31 de maio, 2026 | 11:15

“A Aperam ajuda a poluir bastante com a cidade de Timóteo, portanto é a região como um todo. Mas até as eleições tudo será resolvido podem acreditar.”

Decepcionado da Silva Sauro

29 de maio, 2026 | 16:00

“Então é um galpão que vão fazer ali?!! Achei que encontraram um jeito de publicar aquela avenida. Trânsito ali é horrível!!! Então, ele vai é piorar!”

Curioso

29 de maio, 2026 | 15:53

“Esse galpão vai ser o quê? Um galpão logístico, oficina de caminhões, usinagem, indústria química? O sujeito vai ter que fazer muita grana só pra pagar esse desterro. Tem algum incentivo fiscal?”

Jonathan

29 de maio, 2026 | 11:15

“Mesmo com caminhões pipa molhando a via, a situação não é boa, quando passamos de moto os veículos da frente levantam uma nuvem de spray de lama vermelha que gruda na roupa e a gente chega sujo ao trabalho e a própria roda dianteira da moto joga lama na roupa, e quando está seco é o pó que suja a gente, fora que o vento leva esse pó pras casas.”

Jaime

29 de maio, 2026 | 10:38

“Este problema enfrenta os moradores do final da rua quartzo no iguacu ipatinga nao e desaterro mas uma empresa que presta servico pra copasa usa area de servidao da cemig para fazer deposito de terra escoria area etc e caminhao o dia todo entrando saindo e poeira o ano todo ja foi feito varias reclamacao na prefeitura de ipatinga e nada resolve.”

Alexandre Dias

29 de maio, 2026 | 10:13

“? fundamental investir em limpeza urbana, pavimentação, fiscalização de obras e ações para reduzir a emissão de poeira”

Janaina

29 de maio, 2026 | 10:12

“Além do desconforto, a exposição contínua à poeira representa um risco sanitário importante, partículas suspensas no ar podem carregar poluentes e microrganismos prejudiciais à saúde. Em períodos de tempo seco, a situação se agrava ainda mais, exigindo atenção do poder público e medidas urgentes de controle ambiental.”

Rodrigo

29 de maio, 2026 | 10:11

“A qualidade do ar em nossa cidade tem se tornado motivo de preocupação diária. A poeira constante nas ruas, obras e áreas sem pavimentação afeta diretamente a saúde da população, principalmente crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios. Tosse, alergias, irritação nos olhos e crises de asma já fazem parte da rotina de muitos moradores.”

Rafael

29 de maio, 2026 | 10:10

“Deveriam fazer reportagem sobre a qualidade de ar, de 2000 para o ano de hoje ter comparativos. E multas severas nessas empresas que tem rabo preso com prefeituras, e outras representações. Poderiam expor os nomes da emprezas. Parabens Isabelly”

Josiane

29 de maio, 2026 | 10:07

“Vale do aço vem sofrendo com essa poluição, não dá para andar de bicicleta mais, de tanta poeira nos olhos, se usar chinelo os pés ficam todos sujos, Mergulhão então, são muito tráfegos de caminhões, sem nenhuma fiscalização. A Usiminas e todas as empreiteiras só estão contribuindo mais pra essas cidades ficarem mais sujas, cinzas, horríveis. A qualidade do ar está péssima. As casas cada vez mais sujas, cada vez mais prejudicado, sem QUALIDADE DE VIDA ALGUMA na cidades do Vale do Aço. Devemos denunciar!”

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