28 de maio, de 2026 | 07:00
Caratinguense acusado de matar mulher em Guarapari é preso em fuga pela BR-262 em Rio Casca
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Homem de 48 anos tentou atear fogo no próprio corpo ao perceber que seria preso; vítima foi encontrada morta em apartamento no Espírito Santo após cerca de 20 dias sem contato com familiares
Homem de 48 anos tentou atear fogo no próprio corpo ao perceber que seria preso; vítima foi encontrada morta em apartamento no Espírito Santo após cerca de 20 dias sem contato com familiaresUm indivíduo acusado de matar Rosi Mari Marcelly Ayala, de 52 anos, em Guarapari (ES), foi preso na tarde de quarta-feira (27) em uma perseguição policial pela BR-262, em Rio Casca, na Zona da Mata mineira. Conforme a Polícia Militar, Alex Almeida de Barros, de 48 anos, natural de Caratinga, tentou atear fogo no próprio corpo durante a fuga, quando percebeu que seria preso, mas acabou capturado pelas forças de segurança.
Segundo informações repassadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), o homem conduzia um Honda Fit branco com placas de Guarapari, pertencente à vítima, quando desobedeceu à ordem de parada durante uma fiscalização e fugiu em alta velocidade pela rodovia federal.
Rosi Mari Marcelly Ayala foi encontrada morta quarta-feira (27) dentro do apartamento onde morava, no bairro São Judas Tadeu, em Guarapari, em avançado estado de decomposição. Familiares relataram que ela estava desaparecida havia cerca de 20 dias.
Assassino se passava pela vítima
A suspeita de que algo estaria errado começou após parentes perceberem que a vítima passou a responder mensagens apenas por texto, sem fazer ligações telefônicas ou enviar áudios. O último áudio dela foi enviado no início de abril”, relatou uma amiga da vítima.De acordo com a polícia, Alex mantinha um relacionamento com Rosi havia aproximadamente dois anos. As investigações apontam indícios de que ele tentava obter valores relacionados à venda de um imóvel da vítima, avaliado em mais de R$ 300 mil.
Conforme apurado pela polícia capixaba, o investigado chegou a se passar pela vítima em conversas com uma corretora de imóveis para tentar receber dinheiro referente à negociação. A profissional desconfiou da situação e não efetuou qualquer transferência.
Um vizinho da vítima também recebeu mensagens solicitando transferências via Pix para o namorado dela. Desconfiado, ele não enviou o dinheiro.
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Alex mantinha relacionamento com Rosi havia aproximadamente dois anos; ele já tinha sido preso por matar outra mulher, em Anchieta (ES)
Alex mantinha relacionamento com Rosi havia aproximadamente dois anos; ele já tinha sido preso por matar outra mulher, em Anchieta (ES)O cerco e a prisão em Rio Casca
Conforme a Polícia Militar de Rio Casca, equipes da corporação foram acionadas para prestar apoio à PRF durante a ocorrência de fuga pela BR-262. Durante o acompanhamento, o suspeito abandonou o veículo às margens da rodovia e entrou em uma área de mata, dando início a um intenso rastreamento com participação de militares de cidades vizinhas e da equipe de inteligência.No decorrer das buscas, os policiais localizaram Alex ferido à margem do rio Casca. Segundo os levantamentos feitos no local, ele teria jogado líquido inflamável sobre o próprio corpo e ateado fogo em si mesmo, sofrendo queimaduras graves.
O homem foi socorrido no local por policiais militares, com apoio de uma equipe do Samu, e encaminhado inicialmente ao Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Rio Casca.
Posteriormente, foi transferido para uma unidade hospitalar especializada em Ponte Nova para continuidade do tratamento.
A perícia técnica da Polícia Civil compareceu ao local e fez os trabalhos de praxe. O Honda Fit utilizado pelo suspeito foi apreendido e removido ao pátio credenciado.
Reincidente em crimes contra mulheres
Segundo a PM, Alex Almeida de Barros possui antecedentes por estelionato e já havia sido condenado pela morte de outra mulher em Anchieta (ES), em 2020.O Tribunal de Justiça do Espírito Santo informou que a condenação anterior foi por homicídio simples, com pena de 12 anos de prisão. Em 2025, ele recebeu livramento condicional. Menos de um ano depois, fez outra vítima.
O corpo de Rosi Mari Marcelly Ayala foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) de Vitória para necropsia. Alex foi autuado no plantão da Delegacia de Polícia Civil e responderá por feminicídio e outros crimes associados ao caso.
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