25 de maio, de 2026 | 17:02

Policial Penal é denunciado por cobrança ilegal em penitenciária de Ipaba

Isabelly Quintão
Segundo a denúncia, em 2025, enquanto exercia a função de diretor de Segurança na Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, o denunciado exigiu R$ 20 mil de um interno para que permanecesse trabalhando na marcenaria do presídioSegundo a denúncia, em 2025, enquanto exercia a função de diretor de Segurança na Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, o denunciado exigiu R$ 20 mil de um interno para que permanecesse trabalhando na marcenaria do presídio
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou um policial penal em Ipaba, no Vale do Aço, pelos crimes de concussão, que é exigir vantagem indevida, e por prevaricação imprópria, que é o dever do servidor público de proibir a entrada ou a posse de aparelhos eletrônicos em presídios

Segundo a denúncia, em 2025, enquanto exercia a função de diretor de Segurança na Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, o denunciado exigiu R$ 20 mil de um interno para que permanecesse trabalhando na marcenaria do presídio, atividade que possibilita progressão de regime e diminuição no tempo de cumprimento de pena.

De acordo com as investigações, a mãe do preso, com 68 anos na época, fez transferências bancárias para a conta do diretor após contatos feitos pelo próprio denunciado. O MPMG apurou ainda que o policial penal teria permitido o uso de aparelho telefônico pelo detento para tratar sobre os pagamentos.

A denúncia aponta que a conduta teria ocorrido mediante utilização da função pública e em ambiente institucional, circunstâncias consideradas graves pelo Ministério Público, por comprometerem a credibilidade da Administração Pública e a regularidade da execução penal.

Além da condenação criminal, o Ministério Público requereu o afastamento cautelar do denunciado das funções públicas, bem como eventual perda do cargo, ressarcimento do valor pago pela mãe do preso e indenização por danos morais coletivos.

Para o promotor de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro, a responsabilização de agentes públicos envolvidos em práticas ilícitas é essencial para a preservação da legalidade, da moralidade administrativa e da confiança da sociedade nas instituições públicas.
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Comentários

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Jose Maria Dasilva

26 de maio, 2026 | 11:46

“Isso fez passar um filme de meu passado. A única vez na vida que fui assaltado no Brasil foi pela polícia. Depois de sofrer revista de rotina pela PMMG meu dinheiro que estava em meu bolso sumiu. Reclamei e ainda riram de mim. Década de 80.”

Deus é Justiça Também

26 de maio, 2026 | 08:23

“Uma laranja podre, um bandido travestido de policial. Não podemos generalizar, existem excelentes profissionais que ali laboram, a exemplo do atual diretor Vitor e Dorotéia, além de dezenas de policiais de honra, homens e mulheres que se dedicam diuturnamente para segurar uma unidade sucateada e superlotada!”

De Olho

26 de maio, 2026 | 04:30

“Que péssimo exemplo.”

Junior

25 de maio, 2026 | 22:05

“Não é a primeira vez que faz algo do tipo, mas desde inicio de 2025 que nao ta la mais e deve perder o cargo mesmo./ A justiça é pra todos.”

Juscilene

25 de maio, 2026 | 21:59

“Esse ex diretor ja saiu ha um bom tempo de lá, voces deviam descrevem melhor para a acusação nao recair erroneamente na boca das pessoas.”

Carcereiro

25 de maio, 2026 | 20:43

“Isso pra zeroooooo surpresa de ninguém !
Infelizmente a polícia penal é a instituição mais desmoralizada do estado ! Tem polícia penal q mudou até de presídio pra pra não ser investigado.”

Justiceiro

25 de maio, 2026 | 20:35

“Este policial penal engraxou o bigode com o promotor Jonas junio no caso, o policial pode preparar para devolver o dinheiro da extorsão, o dinheiro para indenização coletiva, e ainda perder o cargo público”

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