24 de maio, de 2026 | 06:00

Pela vitória

Fernando Rocha

Após o empate heroico contra o Boca Juniors, pela Libertadores, o Cruzeiro volta o foco para o Campeonato Brasileiro, onde sua situação é desconfortável, devido ao péssimo início que lhe valeu a permanência na zona de rebaixamento por 12 rodadas.

A equipe celeste reagiu com a chegada do técnico Artur Jorge e agora ocupa o 13º lugar, com 20 pontos, mas apenas dois pontos à frente do Corinthians, o primeiro time da zona de rebaixamento.

Neste domingo, às 16h, a equipe celeste recebe a Chapecoense, lanterna do Brasileirão, pela 17ª rodada, no Mineirão, tendo a chance e necessidade de vencer para se afastar dessa situação perigosa e constrangedora.

Jogo difícil
Entre atuações boas e ruins, o Atlético está invicto há cinco partidas por competições diferentes: vitórias sobre Ceará, Mirassol e Cienciano (Peru) e dois empates diante do Juventud (Uruguai) e Botafogo.

O técnico Eduardo “Barba” Domínguez parece ter encontrado a formação ideal, coincidentemente após Hulk ter deixado o clube. O time tem mostrado um futebol leve, de toques rápidos e contra-ataques letais para definir os resultados.

Também salta aos olhos o crescimento individual de alguns jogadores que, até então, não rendiam o esperado, casos de Natanael, Alonso, Renan Lodi, Bernard e, sobretudo, a dupla de atacantes Alan Minda e Cassierra.

Hoje, o time alvinegro terá pela frente o Corinthians, no Itaquerão, onde sempre é um adversário muito difícil de ser batido.

Além disso, precisa melhorar os números da péssima campanha que faz até aqui jogando fora de casa, pois em oito partidas como visitante somou apenas duas vitórias e sofreu seis derrotas, conquistando seis pontos dos 24 possíveis, com aproveitamento de 25% longe de Belo Horizonte.

FIM DE PAPO

O técnico Artur Jorge teve o “luxo” de contar com três dias de treinos na Toca da Raposa 2, antes do jogo de hoje contra a Chapecoense, que é o atual lanterna do Brasileirão, com apenas 9 pontos somados em 15 jogos, vindo de derrota por 3 a 2 para o Remo, em casa. Por outro lado, na semana passada, o “Verdão do Oeste” venceu por 2 a 0 e eliminou o Botafogo na Copa do Brasil, também na Arena Condá.

Devido ao desgaste físico provocado pela sequência insana de jogos, o treinador da Raposa deveria aproveitar a fragilidade do adversário para poupar alguns titulares importantes. Entre eles, o zagueiro Fabrício Bruno, o lateral-direito Fagner, o volante Lucas Romero, os meias Matheus Pereira e Gerson e o centroavante Kaio Jorge. Mas dificilmente isso irá acontecer, por receio de uma “zebra” e pela necessidade de somar três pontos para se distanciar da zona de rebaixamento.

Na Argentina, gestos racistas como imitar macaco, entre outras atitudes e imbecilidades que revelam bem o caráter da maioria de sua população, não são condenados ou imputados por lei como crime. Por isso, as prisões frequentes de torcedores argentinos e de outros países sul-americanos aqui no Brasil, onde existem leis que criminalizam tais atitudes, que são consideradas pelos visitantes como “excessos” ou “exageros” por parte das nossas autoridades. Nesse momento, principalmente na Argentina, existe um movimento para aumentar o rigor com os brasileiros que visitam o país, como forma de revidar o tratamento que consideram injusto por aqui.

Cerca de dois mil torcedores cruzeirenses estiveram na mítica “La Bombonera” para apoiar a Raposa contra o Boca Juniors, na última terça-feira. Um desses torcedores acabou preso e autuado pela Agência de Prevenção da Violência no Esporte da Argentina (Aprevide), sob a acusação de rasgar notas de pesos, a moeda oficial daquele país que, de fato, está muito desvalorizada em relação ao nosso real. Racismo eles não acham que é crime, mas consideram a queima ou o ato de rasgar dinheiro como uma violação às leis de conduta e incitação à violência nos estádios. Essa atitude do torcedor cruzeirense é condenável, mas daí aplicar a prisão de até 30 dias para o infrator é muito exagerado, ao mesmo tempo em que normalizam os atos racistas. (Fecha o pano!)

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