22 de maio, de 2026 | 10:52

Homem confessa ter encomendado morte de vizinho em Coronel Fabriciano por R$ 5 mil

Autor confesso afirmou ao Diário do Aço e à Itatiaia Vale do Aço que decidiu mandar matar a vítima após sofrer ameaças

Wellington Fred + Reprodução
Benhur Guimarães afirmou que temia pela própria vida e de familiares, em função das frequentes ameaças do vizinho Benhur Guimarães afirmou que temia pela própria vida e de familiares, em função das frequentes ameaças do vizinho

O homem apontado como mandante do homicídio registrado no começo da noite de quinta-feira (21), no bairro Júlia Kubitschek, em Coronel Fabriciano, confessou o crime em entrevista ao repórter Wellington Fred, do jornal Diário do Aço e da Rádio Itatiaia Vale do Aço. Técnico de reparos de telefones celulares, Benhur Guimarães Smeha, de 40 anos, afirmou ter contratado duas pessoas pelo valor de R$ 5 mil para matar o próprio vizinho, Wagner dos Santos, de 44 anos. Video com a entrevista completa pode ser assistido logo após o fim da notícia, abaixo.

Segundo o autor confesso, a motivação do crime estaria ligada a ameaças que, conforme alegou, vinham sendo feitas pela vítima havia algum tempo. Esse foi o nono homicídio registrado em Coronel Fabriciano neste ano.
O crime ocorreu na rua Geraldo Rodrigues Soares. Wagner foi atingido por mais de 30 disparos de arma de fogo dentro de uma residência e morreu antes da chegada do socorro. No local do assassinato, a perícia recolheu cápsulas de pistolas calibres .380 e 9 milímetros.

As diligências da Polícia Militar levaram à identificação do carro usado pelos executores para chegar ao local da execução. O veículo utilizado por Benhur, um VW Gol, para transportar os atiradores também foi apreendido. Os dois executores ainda não foram localizados e ainda são procurados pela polícia. Benhur alega que não saber quem são, pois estavam encapuzados quando os buscou para cometer o crime e os levou de volta, depois da execução.
Reprodução
Wagner dos Santos tinha 44 anosWagner dos Santos tinha 44 anos

Mandante alegou ter sofrido ameaças

Na entrevista, Benhur afirmou que passou a temer pela própria segurança e pela integridade de familiares após, segundo ele, sofrer ameaças atribuídas a Wagner. O homem relatou que o vizinho acreditava estar sendo monitorado por câmeras instaladas em sua residência.

O autor confesso narrou que registrou ocorrências anteriores envolvendo ameaças e alegou que a vítima o seguia constantemente. Segundo Benhur, Wagner permanecia observando a movimentação da casa dele durante a madrugada e teria ameaçado outras pessoas da vizinhança.

Ainda conforme o relato, a motivação do homicídio também estaria relacionada ao medo de que algo pudesse acontecer com a tia dele, que frequentemente transitava pelo local. Benhur acrescentou que decidiu “tomar providências” por receio de ser atacado.

Ele também afirmou que não teve contato direto com os executores além do transporte até o local do crime. Disse ainda que não viu o rosto dos atiradores e alegou desconhecer a identidade deles.

Autor disse que pretendia se entregar

Na entrevista, Benhur declarou que estava em casa no momento em que a polícia chegou e o prendeu, mas acrescentou que pretendia se entregar. Ele sustentou que não tem envolvimento com atividades ilícitas. É técnico de reparo de telefones celulares e recebe em sua residência clientes que chegavam de todos os lugares, fato esse que também incomodava o vizinho.

O homem acrescentou que moradores do bairro teriam conhecimento sobre o histórico de conflitos envolvendo Wagner. Segundo ele, diversas pessoas já teriam sido ameaçadas pela vítima. O homem já tinha morado em outros bairros e em todos os outros arrumou conflitos com os vizinhos.

Ao comentar as consequências do crime, Benhur reconheceu que deverá responder judicialmente pelo assassinato. Também disse não acreditar em possíveis represálias por parte da família de Wagner, afirmando que os próprios parentes da vítima teriam conhecimento do comportamento atribuído a ela.

Benhur ainda declarou que, antes das ameaças, sua família ajudar o vizinho quando ele se mudou para o bairro JK. Conforme relatou, familiares chegaram a fornecer água ao homem durante a construção da residência, quando ele não tinha ligação da Copasa.

O caso permanece em investigação. A polícia ainda procura pelos dois executores apontados como responsáveis pelos disparos que mataram Wagner dos Santos. Veja, abaixo, entrevista completa do autor confesso do crime:


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