21 de maio, de 2026 | 08:20
Metalúrgicos protestam contra escala de trabalho na ArcelorMittal em João Monlevade
Divulgação
Manifestação reuniu representantes de sindicatos da região em defesa da implantação do turno 4x4 na usina siderúrgica
Manifestação reuniu representantes de sindicatos da região em defesa da implantação do turno 4x4 na usina siderúrgica Representantes dos trabalhadores metalúrgicos de João Monlevade promoveram, na manhã desta quinta-feira (21), uma manifestação contra a siderúrgica ArcelorMittal. O protesto ocorreu em função de um impasse nas negociações sobre o turno de revezamento da usina. Atualmente, está em vigor a jornada 6x2.
Os trabalhadores reivindicam a implantação da escala 4x4, com jornadas de 12 horas, quatro dias de trabalho e quatro de folga. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, o modelo já é adotado em outras unidades da empresa, mas ainda não foi implantado em João Monlevade.
A mobilização contou com o apoio de sindicatos da região, entre eles o Metabase de Itabira, o Sintramon, o Metasita de Timóteo e entidades ligadas à CUT Vale do Aço.
Entendimento sobre a escala atual
Conforme o Sindicato dos Metalúrgicos de João Monlevade (Sindmon-Metal), na escala 6x2 o profissional trabalha seis dias, das 7h às 15h, e folga dois dias.Na sequência, o trabalhador cumpre mais seis dias de jornada, das 15h às 23h, com nova folga de dois dias. Depois, trabalha outros seis dias, de 23h às 7h, e recebe mais dois dias de compensação.
Críticas ao modelo de revezamento
Então é uma jornada pior ainda do que aquelas em que uma pessoa trabalha em outros formatos fixos de revezamento. As folgas são rotativas, mudam a cada ciclo e nem sempre caem nos fins de semana ou feriados”, detalhou o dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de Timóteo e Coronel Fabriciano (Metasita), Kleber Willian de Souza.


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