19 de maio, de 2026 | 15:30

Ipatinga confirma caso de raiva em morcego no bairro Veneza

Divulgação
Administração municipal inicia vacinação após confirmação de raiva em morcegoAdministração municipal inicia vacinação após confirmação de raiva em morcego
Por Matheus Valadares
A Secretaria Municipal de Saúde de Ipatinga confirmou um caso de raiva em um morcego encontrado no bairro Veneza. Conforme levantamento das equipes técnicas, não houve registro de contato ou agressão do animal a pessoas ou animais domésticos entre o momento em que o morcego foi encontrado e a coleta feita pelas autoridades de saúde.

Apesar disso, a administração municipal informou que não é possível descartar eventual contato anterior do morcego com outros animais. A informação foi antecipada pela Rádio Itatiaia e confirmada pelo jornal Diário do Aço.

Como medida preventiva, o governo deu início ao bloqueio de foco, conforme protocolo da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais. As ações incluem vacinação antirrábica de cães e gatos, além de orientações aos moradores da região.

Os trabalhos são executados por equipes de Agentes de Combate às Endemias em áreas do bairro Veneza, além de partes dos bairros Jardim Panorama e Novo Cruzeiro.

O governo também fez questão de pontuar que os morcegos são animais silvestres importantes para o equilíbrio ambiental, atuando na polinização, dispersão de sementes e controle de insetos. O município alertou ainda que capturar, matar ou importunar animais silvestres configura crime ambiental.

Segundo a Secretaria de Saúde, Ipatinga mantém monitoramento contínuo e encaminha amostras de morcegos encontrados mortos ou em situações suspeitas para análise laboratorial, seguindo protocolos de vigilância em saúde.
A administração informou ainda que a ocorrência de casos em morcegos é prevista pelos órgãos de saúde, já que esses animais funcionam como sentinelas para identificação da circulação do vírus da raiva no ambiente silvestre.

Transmissão


A raiva é transmitida principalmente pela saliva de animais infectados. A forma mais comum de transmissão ocorre por mordidas, arranhões ou lambidas em feridas abertas e mucosas, como olhos, boca e nariz. Os principais transmissores podem variar conforme a região, mas incluem morcegos, cães, gatos, saguis, raposas, gambás e outros mamíferos silvestres.

Após a infecção, o vírus ataca o sistema nervoso central. A doença é considerada quase sempre fatal depois do aparecimento dos sintomas, tanto em humanos quanto em animais. Em caso de mordida ou contato suspeito, a recomendação é lavar imediatamente o local com água e sabão, procurar atendimento médico o mais rápido possível e informar, se possível, qual foi o animal envolvido.
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