18 de maio, de 2026 | 16:00

Globo aposta em superprodução para abrir “Quem Ama Cuida”

Divulgação
As filmagens da sequência da enchente mobilizaram uma megaoperação, efeitos especiais, cenários grandiosos e muita emoção para dar início à trama da nova novelaAs filmagens da sequência da enchente mobilizaram uma megaoperação, efeitos especiais, cenários grandiosos e muita emoção para dar início à trama da nova novela
A Globo estreia nesta segunda-feira (18), a novela “Quem Ama Cuida”, novo folhetim do horário das 21h criado por Walcyr Carrasco e Claudia Souto, misturando drama, romance, suspense policial e disputas familiares. Uma das atrações é a grandiosa produção das cenas da enchente que abrem a história.

Considerada uma das maiores operações técnicas já realizadas nos Estúdios Globo, a sequência mobilizou cerca de 270 profissionais e utilizou efeitos especiais, computação gráfica, produção virtual com painéis de LED de alta resolução e enormes estruturas montadas em um lago artificial no Parque Radical de Deodoro, no Rio de Janeiro. Casas cenográficas foram construídas especialmente para reagir à força da água, aumentando o realismo das cenas.

A história começa em um dos dias mais traumáticos da vida da protagonista, personagem de Letícia Colin. Depois de ser demitida da clínica onde trabalhava como fisioterapeuta, Adriana tem a sua casa destruída por uma forte enchente que atinge a capital paulista. Durante a tragédia, o marido Carlos, (Jesuíta Barbosa), desaparece levado pela força das águas. Sem rumo e sem ter para onde ir, ela acaba em um abrigo improvisado para vítimas da chuva, onde conhece Pedro, personagem de Chay Suede, um advogado idealista e sensível às desigualdades sociais. O encontro entre os dois é intenso e marcante, mas o destino logo os separa.

Tempos depois, Adriana consegue emprego na casa de Arthur Brandão, vivido por Antonio Fagundes, um poderoso empresário do ramo de joias que construiu um império milionário. Viúvo, marcado pela perda da esposa e pelo desaparecimento do filho Heitor, Arthur vive cercado de luxo, mas emocionalmente isolado, acreditando que a própria família só se aproxima dele por interesse financeiro. A convivência entre patrão e funcionária começa cercada de conflitos, mas aos poucos se transforma em uma relação de amizade, lealdade e confiança.

Carlos (Jesuíta Barbosa) nas gravações da cena impactanteCarlos (Jesuíta Barbosa) nas gravações da cena impactante
Megaestrutura virtual
As gravações das cenas da enchente ocorreram no mês de março, em etapas realizadas em São Paulo, no Rio de Janeiro, na cidade cenográfica da emissora e na piscina do Parque Radical de Deodoro. Um lago artificial de 13 mil metros quadrados foi preparado para suportar correntezas, impactos e destruição controlada, garantindo segurança aos atores e equipes técnicas. Toda a sequência foi produzida a partir da integração entre efeitos especiais práticos, recursos digitais e tecnologia de produção virtual.

Um dos destaques da megaestrutura foi o uso de um painel de LED de 200 metros quadrados, capaz de reproduzir imagens realistas da cidade de São Paulo ao fundo das cenas. A estrutura de efeitos especiais incluiu tombadores de água, mangueiras de alta pressão para simular chuva torrencial e enxurradas, geradores de ondas para criar variações na correnteza, além de tambores de ar comprimido responsáveis por impactos e turbulência. Veículos cenográficos preparados para flutuar também foram usados nas gravações, assim como destroços espalhados pelo cenário para reforçar a sensação de devastação.

Já a equipe de efeitos visuais digitais entrou em ação para ampliar o cenário, aumentar o volume da chuva, complementar o movimento das águas e adicionar prédios, profundidade e texturas urbanas. Ferramentas de inteligência artificial também foram utilizadas no acabamento das imagens, elevando ainda mais o realismo da sequência. ao todo, cerca de 270 profissionais das áreas técnicas e artísticas estiveram envolvidos na operação ao longo de uma semana de gravações intensas. A produção também adotou medidas sustentáveis: toda a água utilizada nas cenas retornava ao reservatório da piscina, evitando desperdício e permitindo reaproveitamento.

Visualmente, “Quem Ama Cuida” aposta em uma estética sofisticada inspirada na São Paulo contemporânea, mas com referências aos anos 1990. A cenografia recria desde os ambientes luxuosos até espaços populares marcados pelas consequências da tragédia climática. Com promessa de fortes emoções, romances impossíveis, suspense policial e constantes reviravoltas, a trama chega para apostar em um clássico novelão sobre amor, vingança, ambição e justiça.
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