15 de maio, de 2026 | 16:29
Júri condena homem que matou primo da esposa para ficar com herança
Com informações do TJMG
Um homem que matou o primo da esposa com a intenção de ficar com os bens deixados de herança foi condenado pelo 2º Tribunal do Júri da Comarca de Belo Horizonte.
O réu foi condenado por homicídio qualificado, destruição e ocultação de cadáver, coação de testemunhas e fraude processual. Diante da decisão do Conselho de Sentença, a juíza Maria Beatriz Fonseca da Costa Biasutti Silva fixou a pena em 22 anos e nove meses de reclusão em regime fechado, além de um ano e dois meses de detenção e pagamento de 68 dias-multa. A sentença foi publicada no dia 13/5.
Réveillon
O crime ocorreu em 1º/1 de 2018, em um lote vago na rua Aggeo Pio, no bairro Palmeiras, na região Oeste de BH. De acordo com a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), ao saber que o pai do primo da esposa, falecido em 2017, tinha deixado uma casa e um veículo de herança, o réu estreitou relações com a vítima para se apossar dos bens.
Depois de atrair o primo da esposa para o local do crime, praticou o homicídio e ateou fogo no corpo. No curso do processo, ameaçou duas testemunhas para impedir que elas colaborassem com as investigações.
No mesmo dia do crime, o réu passou a morar na casa da vítima, no bairro Buritis, afirmando que havia comprado o imóvel e o carro da vítima, um Fiat Palio, por R$ 250 mil. No entanto, não apresentou documentos que comprovassem a transação. Conforme os autos, argumentou que arrecadou o dinheiro, em espécie, com a venda de terrenos.
Versões
No decorrer das investigações, o réu apresentou versões conflitantes e chegou a dizer que havia se encontrado com a vítima no dia 2/1 de 2018. Para forjar um álibi, ainda usou o telefone da vítima para ligar para o próprio celular seis dias depois do crime.
O condenado, que já está preso, não poderá recorrer em liberdade.
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