16 de maio, de 2026 | 07:10
Tragédia anunciada!?.
Kleber William*
Pode causar estranheza ver três tipos de pontuação diferentes no título. O objetivo é causar esse sentimento mesmo.
Exclamação por se tratar do tema que será abordada que pode causar emoção forte e muita dor. Interrogação por se tratar do tema com a entonação de: será que ninguém está vendo? E Ponto Final para marcar uma pausa longa que dê tempo de refletir o que está sendo feito.
A Tragédia é um evento funesto que traz a desgraça e a tristeza.
E o tema se trata de um agouro, como um presságio de algo que pode acontecer e que não será bom para nenhuma família.
Abordo hoje sobre as bicicletas elétricas que, recentemente no Brasil, se tornaram uma alternativa prática para a mobilidade urbana. E na maioria das vezes sendo conduzidas por tração animal, que se dizem racionais, mas que ao montar” no veículo, a irracionalidade toma conta.
Pra todo lado que se olha, lá estão elas, e na maioria das vezes pilotadas por quem não atingiu a maioridade, não conhece nada de regras de trânsito, e se acham os aventureiros” que agora conseguem se divertir” enquanto exercem o direito de ir e vir.
Ocorre que, cotidianamente nos deparamos, com crianças, adolescentes e adultos transitando na contra mão da direção; não respeitando a obrigatoriedade do PARE; desconhecendo que a faixa de pedestre é exclusiva para travessia dos pedestres e quando não a utilizam, também não param para que os transeuntes a atravessem; fazem ultrapassagem pela direita e também pela esquerda, porém em situações onde há carretas e caminhões transitando, e se já é difícil até do motorista desses carros pesados enxergarem carros e motos, imagine enxergarem essas bicicletas?
Todos precisam utilizar das vias públicas, o importante é se eu estou usando esse espaço e respeitando os outros também, para que todos cheguem em casa sãos e salvos.
Para se ter uma ideia, as motos, geralmente são menos de 50% da frota de veículos, mas representam cerca de 70% dos acidentes de trânsito. Quanto representa as bicicletas elétricas em termos de frota, e quanto irão representar em termos de acidentes, se nada for feito?
Cada um tem que contribuir porque as frotas aumentam, o deslocamento aumenta, e o pior é que o individualismo aumenta. As pessoas olham somente para o seu próprio umbigo e pensam da seguinte forma: eu quero chegar mais rápido, eu quero chegar mais cedo, então eu posso fazer o que quiser no trânsito, avançar semáforo, não respeitar faixa de pedestre, andar na contra mão, etc, etc, etc...
Sem falar que a maioria dos que pilotam as bicicletas elétricas sequer usa algum item de segurança pessoal, como o capacete, e ainda levam” de carona, alguém na mesma condição, inclusive crianças de 5 anos de idade, como já foi visto pelas ruas de Timóteo.
Sem falar no limite de velocidade vindo do fabricante, que a imensa maioria o desativa para que o vento sopre” mais forte pra sua cara afora.
Sem falar nos que pilotam mexendo no celular.
Voltando ao título, será que o pai que presenteia o filho ou filha com esse veículo o ensinou as regras de trânsito? Pelo jeito não.
Será que as autoridades de trânsito não estão vendo todas as manobras perigosas que colocam em risco a integridade física do condutor, do carona, e também do pedestre?
Será que vão esperar uma desgraça acontecer, e somente depois que verem um pai e uma mãe chorarem à beira de um caixão o filho ou filha que teve o fim da vida antecipada com antecedência por causa de algo que poderia ser evitado, para depois tomarem as devidas providências?
E o pai e mãe que presentearam” o filho ou filha com algo que pode se tornar um presente de grego”, como ficará a sua consciência ao enterrar um filho ou filha, por uma morte que eles ajudaram a chegar mais cedo.
Até quando?
Essa é a pergunta final para pais, mães e autoridades, principalmente as municipais.
* Jornalista, Especialista em Marketing e Comunicação Empresarial; Especialista em Políticas Públicas com foco em gênero e raça; Especialista em Comunicação Sindical.
Obs: Artigos assinados não reproduzem, necessariamente, a opinião do jornal Diário do Aço
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