12 de maio, de 2026 | 16:31

FMF já publicou menos 6 pontos para o Ipatinga, caso ele dispute o Módulo B

Reprodução site FMF
A tabela do Grupo B já traz a observação da punição da Fifa ao clube A tabela do Grupo B já traz a observação da punição da Fifa ao clube

Confirmando o que o Diário do Aço já noticiou há várias semanas, o Ipatinga Futebol Clube está punido pela Fifa com a perda de seis pontos antes mesmo de iniciar o Módulo B do Campeonato Mineiro deste ano. A determinação da entidade máxima do futebol mundial chegou à Federação Mineira de Futebol (FMF) e já foi acatada, tendo sido lançada na tabela prévia de classificação.

Trata-se do cumprimento da punição por não ter quitado o Transfer Ban conforme acordado com o Nacional da Ilha da Madeira, pela compra do lateral Luizinho em 2006. O Tigre havia negociado o atleta com o clube português alguns meses antes, logo após o título estadual de 2005 e recebeu pela transação; em seguida, “comprou” novamente o jogador e, entretanto, desde então não pagou, apesar de inúmeras tentativas da direção do clube lusitano. O Nacional perdeu a paciência e recorreu e busca receber, via Fifa, os cerca de R$ 2 milhões.

Ainda sem time


Por outro lado, a menos de 20 dias da possível estreia na competição, o Ipatinga não tem elenco montado, menos ainda comissão técnica contratada e não há informação sobre uma pré-temporada. O centro de treinamentos está deserto, no bairro Cariru. A ausência da disputa, depois de participar do Arbitral, geraria uma multa de, no mínimo, R$ 200 mil e suspensão de participar dos próximos certames. Ou seja, praticamente um fechamento das portas.

Algumas pessoas ligadas ao clube buscaram contato com o empresário Anderson Franco, na tentativa dele “patrocinar” a temporada do Tigre. Entretanto, o Diário do Aço apurou que não haverá, por parte do empreendedor, nenhum aporte financeiro no clube. Não há atrativo para agregar uma marca, menos ainda transparência administrativa e, pior, qualquer segurança jurídica se o atrelamento de uma marca não vá gerar enxurrada de ações de cobranças antigas, a exemplo do que já ocorreu com um atacarejo há alguns anos.

Dirigentes estão longe


A campanha de venda de camisas a R$ 500/cada, atrelada a possíveis ingressos para os jogos da equipe este ano, foi um fiasco. Sequer uma dúzia foi comercializada. Os dirigentes responsáveis pela SAF não estão na cidade, ora são vistos em Belo Horizonte e, às vezes, em Araxá, onde um deles já assumiu compromisso de participar da gestão do Araxá Esporte Clube, que retomará as atividades na Terceira Divisão do Mineiro, no segundo semestre.
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