07 de maio, de 2026 | 07:00
Deficiente visual de Santana do Paraíso celebra dez anos como palhaça Risadinha
A artista Érika Nogueira, de 47 anos, moradora do bairro Cidade Nova, em Santana do Paraíso, completou no último dia 4 de maio dez anos de atuação como a palhaça Risadinha. Deficiente visual, ela desenvolve trabalhos ligados à cultura, com apresentações em escolas, praças e outros espaços da região do Vale do Aço.
A trajetória começou dentro da Associação dos Deficientes Visuais de Ipatinga (Adevipa), da qual participa há mais de uma década. À reportagem do Diário do Aço, Érika destacou que a entrada no projeto marcou uma mudança em sua vida e revelou habilidades artísticas. Foi nesse contexto que surgiu a personagem Risadinha, criada a partir de uma atividade cultural feita na Praça do Novo Cruzeiro.
Durante a carreira, ela se apresentou em locais como o Parque Ipanema e o Unileste, além de ações em escolas. O trabalho também foi desenvolvido ao lado do companheiro Rafael Delogo Nogueira, conhecido como Pururuca, já falecido.
Além da atuação artística, Érika também se dedica à educação. Ela é professora voluntária de Braille e já fez cursos nas áreas de operador de caixa, auxiliar administrativo e informática, além de formação no sistema Braille e em matemática.
A deficiência visual é decorrente de retinose pigmentar, condição genética que provoca perda progressiva da visão. Ainda assim, a artista destaca que a limitação não impede sua atuação. Quero levar alegria para as pessoas, mostrar para elas que mesmo com deficiência, por meio da arte a gente pode mudar o mundo, ver o mundo com outros olhos”, afirmou.
Érika também relata participações em festivais culturais, incluindo premiações por meio da Lei Aldir Blanc e destaque entre produções audiovisuais do Vale do Aço. Para o futuro, pretende continuar na arte e concluir a escrita de um livro.
Eu também estou escrevendo um livro, A Superação. Também concorri ao festival Vale do Aço ano passado e a gente ficou entre os 15 melhores curta-metragens de toda a região”, concluiu.
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