06 de maio, de 2026 | 14:33

Anvisa e PF vão combater venda ilegal de medicamentos emagrecedores

Informações da Agência Brasil
© Receita Federal/divulgação

A Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Polícia Federal (PF) pretendem assinar um acordo de cooperação para combater, conjuntamente, o mercado ilegal das canetas emagrecedoras – medicamentos injetáveis que utilizam substâncias como tirzepatida e semaglutida no tratamento da obesidade.

Parceria para intensificar fiscalização


Segundo o diretor da Anvisa, Daniel Pereira, a parceria vai permitir a intensificação do enfrentamento a crimes e riscos sanitários envolvendo a produção, importação e venda irregular de medicamentos. O objetivo é frear a comercialização ilícita de produtos sem registro e comprovação de origem e qualidade, inclusive por meio de plataformas digitais.

Aumento de riscos à saúde


“Esta articulação ganha ainda mais relevância diante do aumento expressivo de eventos adversos associados ao uso destes medicamentos, muitas vezes sem prescrição médica ou com produtos sem qualquer garantia de qualidade, pureza ou segurança”, disse Pereira ao abrir, nesta quarta-feira (6), a 7ª Reunião Pública da diretoria da agência.

Operações já indicam gravidade


De acordo com Pereira, a cooperação consolida um modelo já testado em operações conjuntas pontuais, como a operação Heavy Pen, que, no mês passado, cumpriu 45 mandados de busca e apreensão e 24 ações de fiscalização em diversos estados do país.

Ele frisou que as ações anteriores evidenciaram “a gravidade do problema”, com apreensão em larga escala, interdições de estabelecimentos e a identificação de substâncias sem registro.

Análises integradas e combate ao crime


Na prática, os medicamentos apreendidos em futuras operações conjuntas serão analisados de forma integrada, com perícia da PF e suporte técnico da Anvisa, permitindo avaliar a composição dos produtos ilícitos.

“Para a autoridade sanitária, isto é essencial à avaliação do risco à saúde da população. Já para o Estado, os resultados fortalecem os inquéritos criminais, contribuindo para interromper cadeias ilícitas altamente organizadas”, acrescentou Pereira.

Defesa de atuação coordenada


Ao defender a atuação regulatória, o diretor destacou que a proteção à saúde exige uma resposta coordenada entre diferentes esferas do governo e a superação do impasse entre o rigor técnico e a disponibilidade de medicamentos.

“A saúde pública do século 21 exige instituições fortes, técnicas, éticas e comprometidas com o bem coletivo”, afirmou.

De acordo com Pereira, “para ser efetiva, a atuação regulatória precisa dialogar com as ações de fiscalização, investigação e repressão criminal”, concluiu.
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