05 de maio, de 2026 | 06:00
Ópera inédita vai contar história de Chica da Silva
Cesar Tropia/Secult-MG
O anúncio da produção produção inédita ocorreu no encontro da Associação das Cidades Históricas mineiras
A produção inédita da ópera Chica da Silva”, com a participação da Orquestra Sinfônica e o Coral Lírico de Minas Gerais, tem a sua pré-estreia confirmada na cidade de Diamantina, em setembro de 2026. O anúncio foi feito, na última semana de abril, durante encontro da Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais.
O anúncio da produção produção inédita ocorreu no encontro da Associação das Cidades Históricas mineirasOs detalhes da produção que integra o Ano JK, programação que homenageia o ex-presidente Juscelino Kubitscheck, foram apresentados pelo presidente da FCS, Yuri Mello Mesquita. Chica da Silva é um símbolo do Tijuco, de Minas e do Brasil. Por isso, o pré-lançamento será em Diamantina, uma das cidades mais charmosas do Brasil e um dos locais mais importantes da América Portuguesa no século 18. Para entendermos a história do nosso país, precisamos conhecer Minas, Diamantina e a nossa Chica da Silva”, ressaltou.
Com pré-estreia agendada no dia 12 de setembro, em Diamantina, e récitas nos dias 19, 21 e 23 no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes, em Belo Horizonte, a ópera remonta o Arraial do Tijuco (futura Diamantina) no século 18. Neste cenário emerge Chica da Silva, uma mulher negra, recém-liberta que desafia as hierarquias do seu tempo ao se unir ao mais poderoso minerador da região, em uma intensa e duradoura história de amor.
Alçada a uma posição de destaque impensável para uma mulher de sua origem, Chica passa a enfrentar a inveja, a hostilidade e as armadilhas de uma sociedade de matriz portuguesa que se recusa a aceitar, em silêncio, sua ascensão - sobretudo quando se vê sozinha, após a partida de seu companheiro.
O secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, refletiu sobre a importância da ópera Chica da Silva” e ressaltou que o espetáculo poderá contribuir para o debate sobre o feminino e seu lugar central na construção simbólica de Minas Gerais. A ópera permite que Chica retorne não como ilustração folclórica, mas como pergunta viva sobre Minas”, analisou o secretário. E talvez seja essa a potência maior da arte: fazer o passado falar de novo, não para repeti-lo, mas para desestabilizar o presente”, complementou.
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