01 de maio, de 2026 | 07:00
Mesmo com novas formas de renda, emprego formal permanece como principal referência
Porém, estudo e especialistas alertam que as pessoas têm optado por conciliar o trabalho formal com os chamados ''bicos''
Por Matheus ValadaresMesmo com o avanço de novas formas de geração de renda, o emprego com carteira assinada ainda é visto como a principal porta de entrada no mercado de trabalho. Levantamento recente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que o vínculo formal continua como o mais atrativo para trabalhadores, especialmente pela estabilidade e garantia de direitos.
De acordo com o estudo, vagas com carteira assinada foram apontadas como as mais atrativas por 36,3% dos trabalhadores que buscaram emprego recentemente. A pesquisa também indica que o trabalho por aplicativo (que engloba entregadores/motoristas - iFood, Uber, 99, Rappi) aparece, na maioria dos casos, como complemento de renda, e não como principal fonte de sustento.
O cenário nacional se aproxima da realidade observada no Vale do Aço, conforme avaliação do geógrafo William Passos, coordenador do Observatório das Metropolizações Vale do Aço.
36% dos trabalhadores ainda enxergam a CLT como principal forma de inserção dentro do mercado de trabalho e mais de 70% enxergam o trabalho por aplicativo como um complemento da renda principal”, afirma.
Salário e condições
Apesar da preferência pelo emprego formal, o salário de admissão ainda é apontado como um dos principais fatores de atração para o trabalhador.
O elemento que mais atrai um trabalhador para o emprego com carteira assinada é o salário de admissão. Não adianta oferecer salário de admissão baixo”, explica William Passos.
Segundo ele, no entanto, a permanência no emprego não depende apenas da remuneração inicial. Os trabalhadores não permanecem no emprego apenas em função do salário. Há outras variáveis que atraem e principalmente retêm os trabalhadores dentro de uma empresa, como estabilidade, perspectiva de crescimento, flexibilidade do horário e ambiente de trabalho”, destaca.
O estudo da CNI reforça essa percepção ao indicar que fatores como rendimento, estabilidade e possibilidade de crescimento na carreira estão entre os mais valorizados pelos brasileiros.
Dificuldade para preencher vagas
A dificuldade relatada por empresas para contratar mão de obra também passa por essa equação. Segundo o economista, há um desalinhamento entre o perfil buscado pelas empresas e as condições oferecidas.
Muitas vezes essa mão de obra com o nível de qualificação esperado não se sente atraída pelo salário de admissão oferecido. Isso é normal dentro de uma economia baseada na oferta e na procura”, avalia.
Ele explica que o aumento da remuneração pode ajudar a resolver o problema, mas impõe limites para o empregador. Você resolve isso subindo o salário de admissão, mas aumenta os custos do empregador, que precisa encontrar um ponto de equilíbrio”, afirma.
Novas formas de trabalho
O avanço de novas formas de trabalho também tem influenciado o comportamento do trabalhador. A possibilidade de gerar renda fora do emprego formal passou a ser considerada por parte da população.
A oferta de novas opções, como o trabalho informal e por aplicativo, faz com que muitos trabalhadores busquem conciliar o emprego com carteira assinada com outras atividades, que funcionam como complemento de renda”, aponta William Passos.
O levantamento da CNI indica que a inserção em plataformas digitais ocorre, em grande parte, como estratégia emergencial ou de transição, e não como projeto de carreira de longo prazo.
Dinâmica de mobilidade
No Vale do Aço, a dinâmica do mercado de trabalho também é marcada pela circulação de trabalhadores entre regiões, o que influencia a ocupação de vagas. Essa dificuldade de alocação de mão de obra, tradicionalmente no Vale do Aço, muitas vezes é solucionada com a contratação de trabalhadores que vêm de fora. É uma região de imigrantes, onde muitas pessoas chegam e saem”, afirma.
Para o economista, o cenário atual exige adaptação tanto de empregadores quanto de trabalhadores. O empregador precisa oferecer o melhor salário que consegue, e o trabalhador contribuir para a prosperidade da empresa. Como é uma relação de contrato, precisa ser bom para ambas as partes”, conclui.
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Gildázio Garcia Vitor
01 de maio, 2026 | 13:53Excelente matéria! Ainda mais com as "dicas" do genial Professor William Passos.
Deveria ter abordado também o interesse dos jovens no serviço público, que, até por experiência própria, incentivo as pessoas a ingressarem.
Entrei no estado, como Professor contratado, em 1983; no município de Coronel Fabriciano, em 1995-mas, como sou uma Anta-sem querer ofender os animais-, exonerei em 1996-; em Ipatinga, em 2014, que, apesar dos pesares-o pior é a idade-, continuo na labuta, mais, bem mais, de 40 horas semanais.
"Valeu a pena? Tudo vale a pena quando a alma não é pequena", até para um Ateu não praticante, como eu e tantos outros.”
Santos
01 de maio, 2026 | 09:15O salário mínimo é ruim e ainda por cima não acompanha a evolução, não dá pra custear o necessário, antigamente não tinha internet, tv por assinatura, celular e etc e na maioria das vezes, hoje quem faz extra, vai para o banco de horas por este motivo as empresas ficam mendigando funcinários deveriam aumentar o salário sem levar em conta o limite do governo, ou a maioria vai continuar trabalhando como autonomo.”
Analista
01 de maio, 2026 | 08:44E eu tenho 10 produções eletricista residencial, circuitos de CFTV, tecno em manutenção e concertos eletroeletrônica, encanador , mecânica moto, soldador, marceneiro, pedreiro de acabamento, antenista, tecno em refrigeração, e sempre trabalhei autônomo já cheguei a ganhar de 6000 a 8000 por mês durante anos até mais dependo do contrato nunca trabalhei de carteira assinada na vida porque salário mínimo pra min nunca pagou minhas contas então desidi trabalhar pra min e investir em min foi a melhor escolha que fiz comprei tudo que eu queria casa , carro, moto, sítio, subi na vida trabalhando prain sendo dono meu próprio patrão e funcionário hoje aos 44 anos estou estabilizado na vida e vivo só de alugueis e rendas que fiz no passado investindo todo dinheiro que ganhei levo uma vida tranquila aposentei cedo por minha conta própria.”