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29 de abril, de 2026 | 20:00

Supremo chega a 1,4 mil condenados pelos atos golpistas

Informações da Agência Brasil
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
Mais de 400 foram condenados a um ano de prisãoMais de 400 foram condenados a um ano de prisão

O Supremo Tribunal Federal (STF) chegou ao total de 1.402 condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. As penas estão divididas em 431 de prisão, 419 penas alternativas e 552 acordos de não persecução penal.

O balanço foi divulgado nesta quarta-feira (29) pelo gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.

Distribuição das penas

De acordo com o levantamento, o maior grupo é formado por 404 réus condenados a um ano de prisão, o equivalente a 28,82% do total. Em seguida, 213 condenações foram de 14 anos de prisão, representando 15,19%.

A pena mais alta foi aplicada ao ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão.

Prisões

O balanço mostra ainda que 190 acusados estão presos, sendo 169 com penas definitivas já executadas e 21 em prisões provisórias.

Julgamento dos núcleos

No ano passado, a Primeira Turma do STF promoveu 21 sessões para julgar os núcleos crucial, estratégico, executores e de desinformação, compostos por investigados ligados a Bolsonaro.

O julgamento terminou com 29 condenações e 2 absolvições.

Na sexta-feira (24), Alexandre de Moraes encerrou a execução definitiva das penas após determinar a prisão dos cinco condenados do Núcleo 2, último grupo pendente. Os réus dos núcleos 1, 3 e 4 já haviam tido as prisões determinadas.

Contexto dos atos

Os ataques de 8 de janeiro de 2023 ficaram marcados como um dos episódios mais graves contra as instituições brasileiras. Na ocasião, manifestantes invadiram e depredaram o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o próprio STF.

Motivados pelo inconformismo com o resultado das eleições de 2022, os envolvidos destruíram patrimônio histórico e artístico nacional, em uma tentativa de golpe de Estado.

Desde então, o Poder Judiciário atua na responsabilização dos envolvidos, incluindo executores, financiadores e mentores intelectuais, com investigações conduzidas sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.
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