PREF IPATINGA 62 ANOS 728X90

29 de abril, de 2026 | 20:00

Banco Central reduz juros básicos para 14,5% ao ano

Informações da Agência Brasil
© Marcello Casal JrAgência Brasil
Apesar de guerra no Oriente Médio, Copom voltou a cortar jurosApesar de guerra no Oriente Médio, Copom voltou a cortar juros

O Banco Central (BC) cortou os juros pela segunda vez seguida. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,5% ao ano. A decisão era esperada pelo mercado financeiro.

De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros na reunião passada, num cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificulta o trabalho do Copom.

Composição do Copom

O Copom estará desfalcado porque o mandato dos diretores Renato Gomes e Paulo Pichetti expirou no fim de 2025. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não encaminhou as indicações dos substitutos ao Congresso Nacional.

Na reunião deste mês, haverá mais um desfalque. Na terça-feira (28), o Banco Central informou que o diretor Rodrigo Teixeira se ausentará por falecimento de um parente de primeiro grau.

Incertezas e cenário externo

Em nota, o Copom não deu pistas sobre a evolução dos juros. O texto informou que está monitorando a guerra no Oriente Médio e seus efeitos sobre a inflação.

Segundo o comunicado, as projeções de inflação estão mais distantes da meta e a incerteza aumentou, principalmente pela falta de clareza sobre a duração do conflito e seus impactos.

Inflação

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação, medida pelo IPCA. A prévia da inflação oficial, o IPCA-15, subiu 0,89% em abril. No acumulado de 12 meses, o índice chegou a 4,37%, contra 3,9% em março.

O IPCA completo de abril será divulgado em 12 de maio.

Pelo sistema de meta contínua, em vigor desde janeiro de 2025, a meta de inflação é de 3%, com intervalo entre 1,5% e 4,5%. A apuração passa a ser feita mês a mês, considerando os últimos 12 meses.

No último Relatório de Política Monetária, o Banco Central elevou a previsão do IPCA de 3,5% para 3,6% em 2026, mas essa estimativa ainda pode ser revista. A próxima edição do relatório será divulgada no fim de junho.

As previsões do mercado são mais altas. Segundo o boletim Focus, a inflação deve fechar o ano em 4,86%, acima do teto da meta de 4,5%. Antes da guerra no Oriente Médio, a estimativa era de 3,95%.

Impactos na economia

A redução da Selic tende a estimular a economia, já que juros mais baixos barateiam o crédito e incentivam consumo e produção. Por outro lado, dificultam o controle da inflação.

O Banco Central manteve a previsão de crescimento de 1,6% do PIB em 2026. O mercado projeta expansão de 1,85%, segundo o boletim Focus.

A taxa Selic é usada como referência para os juros da economia. Quando sobe, encarece o crédito e ajuda a conter a inflação; quando cai, estimula a atividade econômica, mas pode pressionar os preços.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

Envie seu Comentário