PREF IPATINGA CONSTROI 728X90

29 de abril, de 2026 | 07:25

Parabéns, Timóteo

Kleber William de Sousa *

Nesta quarta-feira, 29 de abril, comemora-se 62 anos de emancipação da cidade de Timóteo. Para o senso comum, essa é a idade da cidade, quando, a bem da verdade, segundo historiadores, em 1820 era conhecida como Alegre. Em 1938, criou-se o distrito subordinado a Antônio Dias, já com o nome de Timóteo.

Em 1948 foi incorporado a Coronel Fabriciano e, em 28 de abril de 1964, ocorreu a emancipação político-administrativa.

A cidade tem hoje cerca de 84.172 habitantes, segundo as estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Voltando aos 62 anos, seria como contar a idade do ser humano, que somente se leva em conta após o nascimento, quando, na verdade, já existe vida desde a fecundação.


“Comemorar os 62 anos de Timóteo é acreditar que
um futuro melhor do que hoje temos irá depender
única e exclusivamente do que for feito no presente”


Seria como se a cidade passasse a “andar com as próprias pernas”, ou seja, atingiu a maioridade.

A contar desde que era conhecida como Timóteo, têm se passado 88 anos. De qualquer forma, Timóteo é uma cidade acolhedora, apesar de não ter a certeza da qualidade do ar que respiramos. O que se vivencia no dia a dia, quem mora nos arredores da usina, é limpar a casa de manhã e voltar à tarde limpando novamente.

Uma cidade que conviveu com o vai e vem de prefeitos, e como outra qualquer tem seus problemas e suas dificuldades, mas tem em sua essência a luta de trabalhadores em busca de melhores condições de vida e de trabalho.
Temos em nossa terra parte da maior reserva de Mata Atlântica preservada do Estado de Minas Gerais, e temos o orgulho de sermos acesitanos.

Como assim: acesitanos? Em 1979 foi realizado um plebiscito em que a maioria dos moradores optou por alterar o nome da cidade de Timóteo para Acesita, devido à forte influência da empresa, hoje Aperam. Porém, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) não aprovou a mudança, mantendo Timóteo.

Não se pode falar de Timóteo sem lembrar do saudoso padre Abdala Jorge, falecido em 30/7/2012, que esteve sempre na luta ao lado dos menos favorecidos e dos explorados, em busca de uma justiça social.

Sempre confiou e propagou que os menos favorecidos também merecem as mesmas oportunidades que os mais favorecidos, e ainda, que o fato de existirem os menos favorecidos não é por mero acaso do destino, mas sim uma construção de uma sociedade com profundas desigualdades, onde poucos desfrutam da maioria dos bens, e muitos precisam lutar muito pela redução dessas desigualdades.

Comemorar os 62 anos de Timóteo é acreditar que um futuro melhor do que hoje temos irá depender única e exclusivamente do que for feito no presente.

Timóteo se consolida como um lugar bom para se viver e ser feliz, a partir da percepção de cada morador no sentido de contribuir para que o sentimento de pertencimento fique sempre aflorado, dando forças e diretrizes para essa construção.


“É uma cidade que tem em sua essência a luta
de trabalhadores em busca de melhores condições
de vida e de trabalho”


Parabéns, Timóteo, que um dia foi Alegre, Paragem do Ribeirão Timóteo, São Sebastião do Alegre e Acesita.

De todos esses nomes, atualmente há quem diga que mora em Acesita e quem diga que mora em Timóteo.

Por mais que oficialmente se chame Timóteo, não tem como apagar da memória afetiva, principalmente dos que aqui vivem e moram há décadas, a utilização verbalizada de Acesita.

Mais uma vez, parabéns a todos os timotenses que se orgulham de viver aqui e aos que não moram, mas nasceram na cidade. Afinal, fazemos parte dessa história.

* Jornalista, Especialista em Marketing e Comunicação Empresarial; Especialista em Políticas Públicas com foco em gênero e raça; Especialista em Comunicação Sindical.

Obs: Artigos assinados não reproduzem, necessariamente, a opinião do jornal Diário do Aço
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

Envie seu Comentário