20 de abril, de 2026 | 14:01

Confiança de volta


A vitória sobre o Grêmio não só valeu pelos três pontos conquistados, o que significou a saída da zona de rebaixamento pela primeira vez no Campeonato Brasileiro, mas devolveu ao Cruzeiro a confiança pelo bom rendimento de todo o time.

O resultado de 2 x 0 não foi fruto do acaso, mas sim da superioridade no jogo, pois ainda no primeiro tempo poderia ter aberto o marcador, não fosse a excelente atuação do goleiro gremista, Weverton, o melhor em campo do time visitante.

No segundo tempo, logo aos cinco minutos e usando de novo o modo pressão, a equipe comandada pelo português Artur Jorge abriu o marcador com Christian; aos 22, saiu o segundo gol, um golaço de um dos melhores em campo, Lucas Romero, chutando da intermediária.

A vitória ainda poderia ter sido por um placar maior, mas faltou um pouco mais de capricho nas conclusões por parte dos atacantes celestes.

Outro vexame


Depois da bronca do técnico Eduardo “Barba” Domínguez, os jogadores do Galo até que reagiram, correram mais, competiram, mas o Coritiba foi mais eficiente e acabou vencendo por 2 x 0.

As estatísticas do jogo disputado no Estádio Couto Pereira, em Curitiba, foram totalmente favoráveis ao Atlético: posse de bola chegou a 77%, enquanto o Coritiba teve 23%; finalizações totais do alvinegro foram 24, sendo 7 delas no alvo, contra apenas 3 do Coxa, sendo 2 no alvo, ambas resultando em gols.

O resumo da ópera atleticana é que mais uma vez deixou a desejar no quesito competência ofensiva, enquanto o Coritiba foi extremamente eficiente, contando ainda com a tarde inspirada do goleiro Pedro Rangel, que realizou 7 defesas difíceis ou com real perigo de gol.

Chamou a atenção as falhas cometidas pelos jogadores do Atlético nos gols sofridos; o primeiro deles logo aos 5 minutos do 1º tempo novamente de escanteio, em bola cruzada na área, onde Hulk e o goleiro Everson se atrapalharam bisonhamente e permitiram a conclusão de calcanhar do atacante Breno Lopes; o segundo gol do Coxa saiu aos 13 do 2º tempo, em falha bizarra do zagueiro Lyanco, que tentou dar um passe para Ruan e entregou de presente para Pedro Rocha tocar ao fundo das redes
alvinegras.

FIM DE PAPO


Houve de fato uma mudança na postura dos jogadores do Galo na derrota para o Coritiba, mas a falta de qualidade dos atacantes salta aos olhos, sobretudo, na hora de concluir as chances criadas. O que dizer de um time que tem como seu principal atacante Hulk, já com quase 40 anos de idade, atravessando um claro declínio físico e técnico, por conta da idade avançada para jogar em alto nível. Sem um substituto à altura para o craque alvinegro, o técnico tem demorado a substituí-lo, além de mostrar insegurança quanto às demais alterações no sentido de melhorar o desempenho da equipe.

Na entrevista coletiva pós-jogo do treinador do Galo, veio à torna uma informação divulgada pelo jornalista Guilherme Frossard nas redes sociais, dando conta que Barba havia pedido demissão após a derrota para o Coritiba, mas teria sido convencido a continuar no cargo pelos dirigentes do Atlético. O diretor de futebol, Paulo Bracks, desmentiu a informação, mas o jornalista, ao contrário, não se retratou: “(...) não volto atrás e não retiro a informação”, rebateu Frossard em sua conta no X. Fica o dito pelo não dito, mas que existe uma desorganização e falta de comando no departamento de futebol do Atlético isto é pura verdade.

A vitória convincente sobre o Grêmio trouxe de volta a confiança da torcida, abalada após a derrota na última quarta-feira para o Universidad Católica do Chile pela Libertadores. Algumas atuações individuais impressionaram, como a de Gérson, que novamente apareceu em todo o campo ajudando a armar e desarmar; Arroyo, um verdadeiro pesadelo para a defesa gaúcha; Christian, se colocando sempre muito como opção para concluir em gol; Matheus Pereira, o grande articulador e maestro; Fagner e Jonathas Jesus, que deram equilíbrio e consistência à zaga da equipe, que sob o comando de Artur Jorge passou de 49% para 67% de aproveitamento.

Mesmo sem sofrer gol, mas também sem fazer uma grande defesa, o goleiro Matheus Cunha voltou a sofrer vaias da torcida após a vitória sobre o Grêmio. Aos 24 anos, 10 jogos apenas disputados como titular na meta celeste, Cunha sofre uma pressão que passa não só por suas atuações medianas ou ruins, mas pelo peso de vestir uma camisa que já esteve na pele de verdadeiras lendas, como Raul, Dida, Fábio e, por último, o goleiro Cássio. O ranço está instalado e certamente os dias não devem estar sendo fáceis para Matheus Cunha, mas se o time continuar jogando bem e engrenar com vitórias convincentes como a de sábado último, pode ser que dê a volta por cima, apesar de toda a desconfiança da torcida. (Fecha o pano!)
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